Visitar exposições de artes plásticas pode deixar de ser uma atividade inútil e desestimulante para muitos londrinenses que já foram a um museu ou a uma galeria sem conseguir fruir as obras instaladas nas paredes.
A partir da próxima semana, um novo projeto começa a funcionar na cidade com a proposta de promover a ''educação visual'' do público a partir de visitas monitoradas a exposições artísticas. A iniciativa faz parte da Rede da Cidadania, programa desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura com o objetivo de aliar o fomento à cultura e a inserção social.
A professora de Educação Artística Valdicéia Frei Videira, 23 anos, será a responsável pela monitoria ao lado da estudante Daniela Gomes. As duas levarão turmas atendidas pelas várias oficinas culturais promovidas pela Rede, além de estudantes de escolas públicas e alunos de oficinas de artes viablizadas pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).
''Queremos atingir um público amplo'' afirma Valdicéia. ''A idéia é criar o hábito nas pessoas de ir às exposições mostrando-lhes a importância de ler as imagens. Nosso papel não será o de explicar as obras, mas de instigar os visitantes a pensá-las e, a partir daí, compreendê-las. É um trabalho de arte-educação''.
Segundo ela, muitas pessoas vão a exposições particularmente de arte contemporânea mas voltam para casa cheia de pontos de interrogação. ''Elas são incapazes de decodificar as mensagens porque não dominam o código. Falta alguém ali para levantar as questões'' diz. Suas atividades serão baseadas numa metodologia que integra a história e investigação sobre o artista, a discussão dos elementos (formas, cores e desenhos etc); e, por fim, o estudo das linguagens.
Em Londrina, o trabalho de monitoria é desenvolvido também pelos funcionários e estagiários do Museu de Arte. Antes da reforma do Cine Teatro Ouro Verde, a função era exercida por Juliana Miranda de Freitas na Sala Celso Garcia Cid, através da Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL.

mockup