Artes circenses para ver e praticar
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
Em sua terceira edição, o Festival Curitibano de Circo cresce e apresenta um maior número de espetáculos e de oficinas voltados às artes consagradas no picadeiro, mesmo sem a presença deste espaço físico e nem da grande lona. As atrações do festival, realizado de hoje até domingo, ocorrem em teatros e ao ar livre nas ruas do centro de Curitiba. ''Ultimamente muitos artistas adotaram a linguagem do circo novo, que alia técnicas de teatro, circo e dança, e muitas vezes é apresentado fora do circo de lona tradicional'', comenta Maicon Clenk, que mistura ilusionismo e humor no espetáculo ''Claudemir e Claudicéia'' (sábado às 21h no Teatro da Reitoria).
A realização é da Cia. TripCirco (surgida na Argentina e hoje radicada na capital paranaense) com apoio da Fundação Cultural de Curitiba. Ao todo, são 29 apresentações de mágicas, palhaços e técnicas circenses de acrobacias, malabares, equilibrismo e aéreos durante quatro dias de evento. Além de nomes da capital paranaense, há artistas de outras regiões do Paraná, como a Trupe Tangará (de Londrina), o Palhaço Siricotico (de Wenceslau Braz), a Cia. Sou Arte (Campo Mourão) e de outros estados, como a Cia. Petit Poá (Porto Alegre) e o conceituado Circo Amarillo (de São Paulo). A programação completa com horários e locais está no site www.festivalcuritibanodecirco.com.br.
Segundo a organização, são dois os pontos altos do festival. Um deles é o cortejo, que tem concentração no sábado às 10h na Boca Maldita. ''É o momento de confraternização, não só para artistas mas também para o público que quiser participar, seja fantasiado ou não'', comenta Camila Cequinel, diretora do TripCirco. O cortejo sai às 10h30 pelo calçadão da Rua XV, com destino à escadaria do Prédio Histórico da UFPR. ''Lá fazemos um palco aberto, em que todos podem participar e apresentar um número''.
Outro evento de destaque é o Cabaré Varietè, que promove um panorama de vertentes, no domingo às 19h, na Ópera de Arame. ''O Cabaré integra várias linguagens, reunindo diversos números solo que não entram num espetáculo'', aponta Maicon Clenk. Há também oficinas com um vasto leque de técnicas circenses. Segundo Fausto Franco, professor de malabares e trapézio, não é necessário ser iniciado em circo para fazer as aulas. ''O objetivo é atrair o público leigo para estas atividades, e não só os artistas de circo. Estas atividades trazem uma série de benefícios físicos e mentais para as pessoas'', garante.
Serviço
- Festival Curitibano de Circo
Quando - De hoje a domingo, com apresentações entre 11h e 21h
Quanto - Ingressos custam entre R$ 12 e R$ 5. Inscrições para oficinas custam entre R$ 10 e R$ 30
Onde - Os espetáculos são apresentados no Mini Guaíra, Teatro Londrina, Teatro da Reitoria, Ópera de Arame e nas ruas do Centro de Curitiba. As oficinas são ministradas no Tripcirco (Av. 7 de Setembro, 2.618) e no Ginásio de Esportes da Praça Oswaldo Cruz.
Mais informações - site www.festivalcuritibanodecirco.com.br


