Reprodução‘‘Viver cidade
com raiz e as
impressões
com folhas’’,
de Djalma de
Souza, 1997Uma leitura crítica sobre Londrina, com seus méritos e suas fraquezas, é o proposta da exposição ‘‘Vivercidade’’, que 14 artistas da Associação de Artistas Plásticos de Londrina abrem hoje, às 20h30, no Espaço Cultural Banestado. A mostra pode ser vista até o dia 12 de dezembro, com visitas programadas aos ateliês dos artistas como complemento.
A exposição, inédita em seu contexto e forma, reúne trabalhos em escultura, pintura, gravura e instalação dos artistas Djalma de Souza, Angela Diana, Carmen Rigon, Cláudia Rezende, Iara Favoreto, Iara Strobel, Irene Anizelli, Kátia Danielides, Letícia Faria, Lúcia Nolasco, Patrícia Reis, Raquel Câmara, Sílvia Lúcia Almeida e Wania Tibery.
A concepção da mostra é passar a visão do artista sobre a cidade, na experiência comum de estarem vivendo e vivenciando as potencialidades e os pontos fracos da cidade-menina. ‘‘Quando propusemos a idéia, foi para que cada um explorasse Londrina em seu íntimo e desse uma cara a ela. O artista tem esta visão estética e humanista onde os absurdos da cidade ficam mais transparentes e pode servir como um grito de alerta para o futuro’’ - diz Wania Tibery.
Dentro deste contexto, Letícia Faria lembra que o artista não tem um compromisso só com sua obra mas com um todo. ‘‘Antes de sermos artistas, somos pessoas. E temos as mesmas preocupações que as outras sobre o lado humano, o lado paisagístico, o lado social da nossa cidade. E a exposição é o resultado da nossa percepção, da nossa preocupação. Arte e artistas preocupados com os rumos que nossa cidade está tomando’’ - afirma.
Aproximação com o público Os resultados desta preocupação estão visíveis em um mix de materiais e estilos numa exposição que foi toda produzida este ano, em que odes e críticas estão em todas as partes, saltando da enorme tela de Angela Diana às pequenas caixas-instalações de Cláudia Rezende. Também está no convite um chamado para a visita aos locais de trabalho de cada um, num gesto de aproximação do artista ao público. ‘‘Queremos desmitificar esta visão de que o artista é um ser à parte da realidade. Queremos que nos vejam como as pessoas comum que somos, acessíveis. O artista londrinense é como a própria cidade, bem aberto’’ - diz Wania.
Cada obra exposta tem uma história de questionamento, seja na escolha dos materiais utilizados ou nas emoções transpostas. Cada um procurou materializar os sentimentos abstratos que a cidade transmite. Cada artista obteve uma emoção diferente, seja ela sombria, raivosa ou alegre. Mas, em todos, percebe-se a fascinação por algo muito amado.
Exposição ‘‘Vivercidade’’, abertura hoje, às 20h30, no Espaço de Cultura Banestado (Av. Bandeirantes, 500, Londrina). A mostra pode ser visitada até dia 12 de dezembro, das 9 às 18 horas. Visitas programadas aos ateliês podem ser agendadas com antecedência no próprio local ou fone (043) 330-6363.

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