Arte sem fronteiras
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Adriana Ito<br> Reportagem Local 
Chinês radicado no Brasil há exatas três décadas, o artista plástico David Wang já não se sente mais um estrangeiro. E essa nacionalidade adquirida reflete-se em sua arte, como é possível observar em sua nova exposição, De todas as nações, línguas, povos e raças. A mostra, que permanece até o dia 31 na expansão do Catuaí Shopping, traz uma seleção de 15 trabalhos cujo intuito maior é mostrar que raça, povo, língua e nação são apenas pequenas variáveis para uma coisa só: o ser humano.
Os quadros retratam cenas cotidianas da vida real e atual, com exceção de um, baseado em uma fotografia tirada há 120 anos, explica Wang, acrescentando que pintou índios, africanos, monges, chineses e outros. São gente que não encontramos nas ruas, mas sabemos que estão lá, no ambiente deles. Imagens que vamos assimilando, porque hoje em dia a difusão do conhecimento é muito rápida, observa, acrescentando que um dos papéis
da arte é justamente relatar o momento
em que se vive.
Wang inseriu em suas pinturas um elemento em comum, que de certa forma interliga etnias e culturas tão distintas: a emoção. A expressão do ser humano é que aproxima. Em alguns quadros não aparece o rosto, mas quem vê consegue imaginar e se identificar com essa expressão, analisa.
Nos quadros, cores fortes em tinta acrílica e óleo sobre grandes telas, em que o artista utiliza técnicas impressionistas, neoclássicas, pós-impressionistas e contemporâneas. Para mim, técnica é ferramenta, não estilo. Então eu misturo. Quanto mais ferramentas você tem nas mãos, maior é a liberdade para explorar as ideias, justifica Wang, que acaba de ter um trabalho selecionado para uma exposição em uma galeria paulista é a sua arte cruzando novas fronteiras. A exposição
tem apoio cultural da construtora
A. Yoshii.


