Arte que perpassa a cidade
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de agosto de 2016
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 

Uma nova abordagem com o conceito artístico chamado "site specif", ligada à ideia de arte ambiente, em que obras são criadas de acordo com um determinado local ou espaço, resultaram na exposição "Passageira 16". Com oito obras inéditas pensadas exclusivamente para o Museu de Arte de Londrina (MAL), a exposição coletiva segue a tendência de produção contemporânea, nos quais os elementos estéticos buscam o diálogo com o meio para o qual o trabalho é elaborado, incorporando-o e/ou transformando-o. No caso de Londrina, o local escolhido, o MAL, visa reflexões que abordem a existência e os vários papéis desempenhados pelo museu, edifício projetado por Vilanova Artigas que funcionou até 1988 como a antiga rodoviária da cidade. A exposição segue aberta até o dia 30 de setembro.
As propostas artísticas escolhidas pela comissão de seleção composta por Danillo Villa, Fátima Savignon e Rogerio Ghomes representam variadas formas de expressão, da performance à vídeo-arte, passando pela arte sonora e pela instalação.
A instalação "1.650.809 km²", do artista William Zarella Junior, de São Paulo, propõe-se a ser um dispositivo fantástico, uma espécie de portal de contemplação de uma paisagem inventada. A intenção é que a luminosidade e o desenho criado pela instalação possam ser vistos também pelo lado externo dos cobogós, extrapolando a barreira do interno/externo e contaminando diretamente a arquitetura do espaço e seu entorno. Foram usadas lâmpadas tubulares, tubos de vidro e abraçadeiras de nylon. Depois de finalizada, a obra teve uma natural intervenção de pombos, que criaram ninhos na instalação.
Márcio Diegues, artista visual que desenvolve seu trabalho a partir do desenho como fio condutor de suas experiências com o espaço e paisagem, é autor da obra "Monumento do Vento". Esta proposta instalativa para os arcos do museu é composta por 50 sacos de tecido costurados em armações redondas, de modo a criar bolsões para se coletar o vento da paisagem em simbiose com o espaço arquitetônico do museu e, assim, criar um ambiente onírico com as abóbadas de concreto, em que se vê o vento acariciando o edifício.
SERVIÇO
"Passageira 16"
Onde: Museu de Arte de Londrina (R. Sergipe, 640)
Quanto: Gratuito
"Preciso acreditar que ao fechar os olhos o mundo continua aqui"
Onde: Divisão de Artes Plásticas (DAP) da UEL (Av. Juscelino Kubitscheck, 1973 )
Quanto: Gratuito


