Obras de Pablo Picasso estão expostas no museu do Palácio Ruspoli, em Roma. A mostra chamada ‘‘Picasso e sua época’’ reúne também obras de outros artistas como Miró, Fernand Leger, Albert Gleizes e Jackson Pollock. Picasso criava vertiginosamente e deixou, além de quadros, esculturas, cerâmicas e litogravuras marcadas por sua singular genialidade.


  Em Zagreb, na Croácia, a semana foi marcada pela abertura de uma exposição que réune obras de Picasso e Dora Maar. A mostra remete à paixão dos dois artistas. Filha de um croata e de uma francesa, Dora Maar trabalhou como fotógrafa surrealista, revelando seu talento em trabalhos que enfocavam a miséria e o grotesco. Depois de conhecer Picasso foi dominada por sua personalidade e durante os anos em que viveu com o mestre tentou imitá-lo, além de ser sua musa posando para diversos trabalhos. Em 1996, ela morreu reclusa num apartamento em Paris cercada pelo que considerava seu tesouro: algumas obras do ex-amante. Após separar-se do pintor espanhol, costumava repetir: ‘‘Depois de Picasso, só Deus.’’


Obras de Caravaggio
(1573 - 1610) estão no Museu Capodimonte, em Nápoles, na mostra ‘‘L’Último Tempo 1606 - 1610’’ que revela a face atormentada do artista nos seus últimos anos de vida. Na sua época, Caravaggio rebelou-se contra o conservadorismo e foi um mestre no uso do contraste de luz e sombra que marcou profundamente sua obra e foi chamado tenebrismo. Considerado um dos artistas mais expressivos do século 17, ele abriu caminhos para a arte barroca.


Cubistas e surrealistas ganharam espaço na semana. Mas em Colônia, na Alemanha, a pop art reaparece numa tela de Dennis Hopper intitulada
‘‘Andy Warhol’’, uma citação explícita ao artista que consagrou o gênero nos anos 60 e deixou trabalhos inesquecíveis retratando mitos como Marilyn Monroe ou ícones da cultura de massa como a lata de sopa Campbell’s.

(Célia Musilli)

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