A artista plástica Liamar Scheidt Martins, de Guarapuava, tem ganhado notoriedade nos espaços onde expõem seus trabalhos, especialmente pela singularidade de sua obra. Autodidata e adepta da arte contemporânea, Liamar utiliza os mais diferentes materiais em suas telas. De pontas de cigarro a enxadas e cortadeiras, a artista tem um modo todo próprio de transmitir seu modo de interpretar a vida. Segundo ela, suas obras refletem a despreocupação com o convencional e ressaltam tudo o que nos rodeia, os objetos do cotidiano.
Um exemplo deste desprendimento pode ser observado na série de telas ''Consumo, Consumindo e Consumido'', onde a artista utiliza uma mistura de técnicas em lona de caminhão e muita cor para criticar a massificação e o consumismo impostos à sociedade moderna que, conforme mostra em uma de seus quadros, acaba por ''engolir'' a individualidade. Outra obra, exposta recentemente na 14ª Mostra Cascavelense de Artes Plásticas, foi composta de pá, enxada e uma cortadeira apanhadas do pedreiro que trabalhava na casa de Liamar. ''A inspiração surge do nada. Eu olho os objetos e imagino uma tela. Tudo muito natural'', explica.
A obra diferente da artista tem lhe valido prêmios, desde 1998. Em 99, recebeu menção honrosa no I Salão Virtual da Primavera, em São Paulo, e em maio deste ano, ficou com a medalha de bronze no II Concurso de Pintura em Tela/Editora On Line e Corfix São Paulo (SP). O prêmio foi conquistado com a tela em óleo e acrílica ''Rua Molhada''. Liamar concorreu com mais 1.500 artistas de todo o País. Somente 25 obras foram selecionadas.
As telas da artistas podem ser vistas no Museu da Estação em Antonina, na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, no Sesc de Curitiba, na Editora On Line em São Paulo, no Ministério do Exército em Brasília e no Colégio Visconde de Guarapuava, em Guarapuava.

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