Curitiba - A VientoSul - Bienal Internacional de Arte de Curitiba, evento que vem se consagrando como um dos maiores da arte contemporânea da América Latina, chega à sua sexta edição com a abertura de suas exposições a partir de hoje. A 6 VientoSul acontece até 20 de novembro e traz à Capital quase 700 obras de 80 artistas oriundos de 40 países dos cinco continentes.
Mas antes mesmo do início oficial da Bienal, a população já pôde sentir o clima de arte nas ruas da cidade. Como nas edições anteriores, o evento tem como um de seus objetivos levar a arte para todas as pessoas. Assim, vários cantos da cidade, como a rua XV, Ópera do Arame, Centro Histórico, Praça Tiradentes e Jardim Botânico, entre outros, se tornaram palco para intervenções artísticas.
Um dos artistas que tem sua arte nas ruas é o curitibano Rimon Guimarães, um dos nomes mais conhecidos da ''street art'' brasileira, que pintou um painel gigante, com 13 metros de altura e cerca de 150 metros quadrados na parede lateral da Casa Hoffmann, no Largo da Ordem. Já o argentino Cristian Segura é responsável por intervenções artísticas em vários pontos. Na Praça tiradentes, por exemplo, ele simulou rachaduras, desenhadas em adesivos de vinil, nos vidros existentes no chão da praça. A idéia é criar no visitante sensações como perda ou deterioração da praça. Já na Ópera de Arame, ele gravou sons de vidros se quebrando. O objetivo é também gerar a sensação de destruição do local.
A abertura formal do evento aconteceu ontem, em evento fechado. Já na sexta-feira, os críticos de arte e curadores gerais da 6 VientoSul, Alfons Hug e Ticio Escobar, participaram de uma mesa redonda aberta ao público, onde explicaram o conceito curatorial do tema da mostra deste ano, ''Além da Crise''.
''A mostra trata de um tema absolutamente urgente, que é a crise em todas as formas e aparências, não só sob ponto de vista econômico, mas também urbano, na relação entre as pessoas, o papel de cada um na sociedade, a questão do conflito, da violência'', explica Alfons Hug, ressaltando que tudo isso é abodado de forma bastante subjetiva, já que não se trata de uma reportagem, mas sim de interpretação livre dos artistas.
A escolha dos participantes, segundo ele, seguiu dois critérios básicos: a qualidade das obras e a identificação com o tema. Além da experiência dos curadores gerais, Huf (Bienal de São Paulo, Bienal do Fim do Mundo, na Argentina) e Escobar (Trienal do Chile, Bienal de Valência, na Espanha), a 6 Bienal VientoSul tem como responsáveis pela co-curadoria, as críticas de arte Adriana Almada e Paz Guevara. A Bienal conta ainda com os curadores convidados Alberto Saraiva, Artur Freitas, Eliane Prolik e Simone Landal. Para a curadoria do projeto educativo foram escolhidas as especialistas Denise Bandeira e Sônia Tramujas.
Para conferir a programação completa e os locais das exposições, basta acessar o site www.bienaldecuritiba.com.br.

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