O artista plástico Luiz Trevisan expõe em setembro suas obras no Japão. Trevisan vai levar em 20 esculturas um pouco da cidade de Londrina para o outro lado do mundo. ‘‘Eu quero mostrar o nosso chão, a luta do pioneiro e a fertilidade da nossa terra’’, explica o artista, que espera ser muito bem recebido lá.
Um pedaço da mostra já pode ser visto no Espaço Cultural do Anfiteatro do Colégio Marista, que o artista inaugurou na terça-feira. São seis esculturas que fazem parte da exposição ‘‘Vida Arte Arte Vida’’ e tem como tema principal o café. As peças têm tamanhos que variam de 80 centímetros até dois metros de altura e são montadas em base de acrílico. ‘‘Este material representa o mundo moderno’’, diz o artista.
Também são usados na montagem das peças seixos (pedras) da região e galhos de café que, segundo o artista, representam a luta do povo. Para trabalhar com os galhos da árvore eles foram jateados e impermeabilizados com resina química. Luiz Trevisan, no entanto, faz questão de lembrar que não é mutilado nenhum pé de café. ‘‘São usadas árvores mortas’’, explica.
Como as obras giram em torno do mesmo tema, o pé de café, Trevisan trabalha principalmente com a forma das esculturas. Segundo ele é possível delinear círculos e outras formas, além de variar na altura. ‘‘Eu gosto de peças altas, é como se elas estivessem crescendo’’, conta o artista, que se auto-intitula um ‘‘fixado no belo’’. ‘‘Minha principal preocupação é com a beleza do trabalho’’, diz.
Entre suas principais obras estão a tematização da Estação Plaza Show, em Curitiba, a execução do ‘‘Memorial Horácio Sabino Coimbra’’, pioneiro e fundador da Companhia Cacique da Café Solúvel e painéis e esculturas para a fachada externa do Anfiteatro Marista.

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