Templos de oração, as mesquitas são o momento máximo da arte islâmica. É nas mesquitas que os árabes se superaram, apresentando uma arquitetura singular. Fundado pelo profeta Maomé no século 7, o islã dos tempos iniciais não tinha lugar específico para as orações coletivas. Foram os omíadas, uma dinastia árabe que se sobressaiu durante os primeiros anos do islamismo, que criaram as mesquitas.
Os omíadas já tinham uma arquitetura civil de destaque, que ainda hoje pode ser conferida em alguns castelos que existem nos desertos em alguns países árabes. Com a criação das mesquitas eles deixaram ao mundo um legado precioso. Afinal, ir a um país árabe e não visitar nenhuma mesquita é como estar em Roma e não ver a Capela Sixtina.
As mesquitas são muito mais do que um lugar de culto. Apesar da sacralização, que foi acentuada no decurso dos séculos, as mesquitas conservaram um importante papel na vida social e até política das cidades muçulmanas. A arte islâmica encontrou seu lugar por excelência nesses templos.
Inspirada sobretudo nas igrejas cristãs e sinagogas, basicamente, as mesquitas são caracterizadas por um grande pátio com fontes para abluções (lavagem de partes do corpo) e o edifício onde os fiéis se reúnem. Os homens ficam sentados nos tapetes (não há bancos) separados das mulheres, que ficam em uma ala exclusiva. Ambos oram voltados para o mihrab, um nicho que indica a direção de Meca, cidade sagrada da Arábia Saudita, infelizmente, proibida aos não-muçulmanos, chamados de infiéis. No mimbar (púlpito), fica o líder religioso recitando versículos do Corão, o livro sagrado.
O turista sabe que desembarcou em um país muçulmano ao olhar para o alto e ver o símbolo maior das mesquitas: os minaretes, que são torres de onde o muezin chama os fiéis para as preces. Isso acontece cinco vezes ao dia. Os minaretes são ricamente ornados com ladrilhos coloridos, com destaque para o dourado e o azul. Novamente os arabescos compõem um conjunto harmonioso. No topo dos minaretes, outro ícone do islã: a lua crescente, presente em todas as construções.
Em Amã, capital da Jordânia, em função da política de abertura do Rei Abdulah, os turistas podem até mesmo entrar nas mesquitas e presenciar um culto. Logicamente, todos deixam os sapatos na entrada e as mulheres devem cobrir a cabeça em sinal de respeito. Dentro ou fora das mesquitas, a admiração se equipara. As cúpulas dos templos dão leveza e profundidade.
Na parte antiga da cidade, as mesquitas são bastante tradicionais e carregadas de história. De linhas modernas, mas ainda assim conservando a tradição, os templos da área central de Amã são igualmente bonitos. Algumas mesquitas podem abrigar até 3 mil pessoas.

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