Dois trabalhos bem diferentes estarão a partir de hoje em exposição na Galeria da Caixa. A paranaense Danielle Jacob montou a instalação ‘‘Escalando’’ e o mineiro Léo Finotti, a mostra de fotografias intitulada ‘‘Percepção do imperceptível’’.
Trabalhando com informática e artes plásticas, a arquiteta Danielle Jacob faz desta vez sete instalações usando disquetes grandes e pequenos e introduzindo nas obras CDs. ‘‘Dependendo do espaço da exposição monto as instalações de forma a ocupar melhor cada local’’.
Para essa mostra Danielle usou mais de 2 mil disquetes e CDs para montar painéis de até três metros por um metro. As interferências ficam por conta de homenzinhos pintados com tinta acrílica branca. ‘‘Em geral, a informática cria uma certa confusão, competição, conturbação e desequilíbrio nas pessoas. A minha intenção é retratar esse mundo tão cheio, também, de remendos e ajustes.’’
Estudante de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Uberlândia, Léo Finotti trabalha como fotógrafo profissional há cinco anos e o resultado dessa mostra é um trabalho realizado com o Departamento de Engenharia Mecânica. ‘‘Parece confuso, mas as imagens finais são interessantes’’, reconhece.
O leite foi o líquido escolhido pela plasticidade. ‘‘Os estudantes de Mecânica pesquisam o fenômeno científico, mas a mim interessa o movimento e a sua relação estética.’’ As fotos foram feitas com equipamento especial, que dispara a uma velocidade de oito miléssimos de segundo. Léo gasta um filme a cada meio minuto. ‘‘A máquina é como uma metralhadora.’’
As cópias foram feitas em 50 por 70 centímetros e o material é monocromático, mudando de acordo com a iluminação na hora das fotos. As gotas caem em geral num prato e a película de leite que acumula dá outras formas às ondas.
Exposições de Danielle Jacob (‘‘Escalando’’) e de Léo Finotti (‘‘Percepção do imperceptível’’), com abertura hoje, das 19 às 22 horas, na Galeria de Arte da Caixa (Rua Conselheiro Laurindo, 280, em Curitiba), onde permanece até o dia 22.

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