Nos próximos três meses o Museu de Arte Contemporânea, em Curitiba, estará tomado pelas obras de 34 artistas selecionados para o 58º Salão Paranaense, aberto anteontem à noite. Eles foram escolhidos entre 317 concorrentes, mas o cascavelense Luiz Carlos Brugnera mais uma vez levou o prêmio principal. Imerso em sua mais recente produção, o artista trouxe ao salão a obra ''Escada Infinita''. Este é o terceiro ano consecutivo em que Brugnera é o vencedor recebeu um prêmio de R$ 15 mil.
A ''Escada Infinita'' faz parte da série de instalações ''Casa Conceitual'' construída com materiais diversos. Foram três anos dedicados a este trabalho. Elisa de Magalhães, do Rio de Janeiro, e Cleverson Salvaro, de Curitiba, também foram premiados com R$ 5 mil cada um.
O Salão Paranaense se concentra no MAC, mas em anos anteriores chegou a se estender por diversos espaços. Aí então os parâmetros de seleção eram outros, e quem quisesse visitá-lo por inteiro tinha que passar pelo museu, ir ao espaço de exposições do Teatro Guaíra e incluir outros endereços no roteiro.
Tinha de tudo nessas centenas de obras, a maioria dispensável de qualquer atenção. Em contrapartida grandes artistas trazem o Salão Paranaense em seu currículo. Uma história do folclore da mostra corre os bastidores desde final dos anos 80, mas ninguém se dispôs, até hoje, a falar sobre isso em alto e bom tom.
Na época a escolha das obras não era feita através de fotos como hoje. Os trabalhos eram remetidos meses antes para a análise da comissão julgadora. Acontece que alguém, provavelmente esbaforido, deixou no chão, rente à parede, sua mochila, além de outros pertences. Por ali passaram os jurados e acharam interessante aquela 'instalação'. Foi pré-selecionada. Qual não foi a supresa quando viram o gajo displicentemente recolher o que era seu e ir embora.



58º Salão Paranaense. Trinta e quatro artistas assinam trabalhos que podem ser vistos no Museu de Arte Contemporânea (Desembargador Westphalen, 16, fone 323-5328), em Curitiba. Até 31 de março de 2002.

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