Começa hoje, no Cine-Teatro Ouro Verde, em Londrina, a exposição ‘‘Limite’’, da artista plástica Tânia Tokairin. A exposição, que abre às 20h30, faz parte do projeto Sala Celso Garcia Cid, que até o final do ano traz mais cinco exposições de artistas plásticos.
É a primeira exposição individual da artista que já participou de várias mostras coletivas. Em ‘‘Limite’’ Tânia Tokairin traz 11 obras onde trabalha basicamente com o desenho. A maior preocupação da artista foi limitar a forma e as cores, por isso preto e branco são as únicas cores usadas e o quadrado a única forma encontrada.
Tânia utilizou para fazer seus desenhos diversos tipos de materiais, papel, madeira, lona, tela, duratex e até cartões. ‘‘Reaproveitei materiais de trabalhos antigos que eu não gostava mais’’, diz a artista que há dois anos trabalha no que chama ‘‘Série Limite’’. ‘‘Eu chamo de série porque é como se fosse um ciclo, que começou e agora está se fechando’’, afirma Tânia.
Usando a técnica de ponta seca direto na lona, a artista consegue trabalhar com a textura. ‘‘Eu descobri que isso daria um efeito interessante’’, explica. Os desenhos de Tânia ficam bem marcados, com inscrições, ou, segundo a artista, com ‘‘cicatrizes’’.
A grande atração da exposição são os trabalhos chamados ‘‘Camuflados’’. No total são três camuflados onde a artista utiliza técnicas diferentes: acrílica sobre tela, acrílica sobre duratex e colagem de cartões. Estes trabalhos se caracterizam por serem montagens de vários desenhos que acabam resultando em um só. No ‘‘Camuflados’’ sobre tela, que chega a ter 7,53 metros de extensão, é possível distinguir marcas de pincel de trabalhos anteriores. Chegando perto é possível distinguir texturas diferentes em cada parte do trabalho. ‘‘O desenho quase se torna um objeto, de tão palpável’’, explica a artista.
No ‘‘Camuflados’’ de cartões, que tem quase 5 metros de largura, Tânia Tokairin reaproveitou exatamente 243 cartões ou convites que sobraram de uma exposição que fez em 92, formando uma verdadeira colcha de retalhos ou ‘‘patchwork’’, segundo a artista. Os convites foram colados uns nos outros, pintados de preto e desenhados por cima. ‘‘Mesmo assim, é possível distinguir algumas letras e nomes de pessoas’’, afirma Tânia.
‘‘Limite’’ é o nome exato para a exposição de Tânia Tokairin. Segundo a artista, as formas e as cores foram usadas à exaustão. ‘‘Eu queria ver até onde eu poderia ir’’, explica a artista que descobriu que quanto mais fazia, mais descobria as possibilidades da forma.

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