ARTE DO OUTRO MUNDO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de janeiro de 2001
Francelino França De Londrina 
A psicóloga e médium Marilusa Moreira Vasconcellos participou em Londrina da 1ª Feira do Livro Espírita, evento cuja renda será revertida às entidades assistenciais de Londrina, Cambé e Ibiporã. Inserida no Projeto Gente Contente, patrocinado pelo Shopping Catuaí, a visita da médium atraiu a atenção dos frequentadores do local durante a realização de sessões de pinturas mediúnicas.
Marilusa tem em seu currículo 43 livros mediúnicos publicados. Sua formação se deu nas áreas de artes plásticas e psicologia. Como artista plástica, se dedica à pintura, gravura, desenho e tapeçaria, tendo seus trabalhos selecionados até para o Catalogue of Art Conteporany da Suiça, ao lado de nomes como Tomie Othake, Waldomiro de Deus, Claudio Tozzi, Manabu Mabe e Salvador Dali. Na editora Radhu publicou Confidências de um Inconfidente, em 1981, livro que extrapolou o ambiente espírita e serviu como obra de referência em defesa de tese de mestrado.
Desde criança manteve contato com a mediunidade, que se manifestou em forma de visões. Já adulta, começou as psicopictografias que, segundo a droutrina espírita, são pinturas realizadas sob a orientação de pintores desencarnados. As pessoas não mudam só porque morreram, advoga. E dentro desse preceito, desde 1983 faz publicamente esse trabalho. Segundo ela, são 88 entidades (pintores), lideradas pelo espírito de Leonardo da Vinci. Dentre os mais recorrentes estão Renoir, Degas, Van Gogh, Portinari, Tarsila do Amaral, Anita Malfati, Aleijadinho, Monet, Manet, Millet e John Lennon.
Essa forma de manifestação sempre suscitou dúvidas e muita polêmica. Independente de orientação religiosa, é impossível não se impressionar com o momento em que se realizam as pinturas. As pessoas são livres para pensar o que quiserem, reitera. Marilusa participou de incontáveis programas televisivos no Brasil e também do programa Show de Cristina, pela Rede CBS, em Miami, registrando as psicopictografias.
Na sessão em Londrina, na última quinta-feira, diante de um público ansioso e curioso, ela dispôs sobre a mesa 80 tubos de tinta acrílica, giz de cera, um rolo de pintura, 9 pincéis de tamanhos variados. De semblante modificado, o processo de pintura começou em ritmo ágil. De olhos fechados e com as mãos, papéis e telas receberam as cores e se transformam em quadros com a assinatura de Vicente (Van Gogh), Renoir, Matisse, Mary Cassaty, Rembrant, Anita Malfati. Com os pés, espalha as tintas, os músculos trabalham rapidamente até surgir um rosto com a assinatura de Toulusse Lautrec. Após a sessão de pintura mediúnica, os quadros foram vendidos com renda revertida às entidades filantrópicas.


