ARTE DIGITAL - Micrometragens ganham espaço na rede
Em menos de 48 horas Giovani Zilke produziu seu primeiro filme. Fotógrafo à moda antiga, ele sequer havia usado um equipamento digital antes de emprestar a máquina de uma vizinha. Mesmo assim, já é semifinalista de um concurso nacional de micrometragens, o Cel.U.Cine.
Patrocinada por uma empresa de telefonia móvel, a iniciativa premia vídeos com duração entre 30 segundos e três minutos. Só no ano passado, foram mais de 600 filmes inscritos muitos deles feitos com uma simples câmera de celular. O que importa é o artista, não as ferramentas que ele usa, diz Giovani, de 26 anos. Como ele, milhares de jovens produzem e divulgam na internet, todos os dias, conteúdos audiovisuais dos mais diversos gêneros e formatos.
É a cultura do faça você mesmo em estado bruto, incentivada pelo acesso facilitado às novas tecnologias e a divulgação instantânea na web. Eu não tenho como fazer um longa-metragem. Faço o que posso, do jeito que posso, de forma intuitiva, afirma Giovani, que aprendeu bastante com o site YouTube.
Para ele, os micrometragens devem ser diferentes, criativos, simples e curiosos. O oposto do que, segundo ele, é exibido hoje na televisão. Mas ele não acredita que a web vá substituir os meios tradicionais. As velhas e boas ferramentas, como o livro e o cinema, vão continuar existindo. A internet não é melhor do que elas. É apenas diferente.
● Denominação para filmes que têm, em geral, entre 30 segundos e três minutos, feitos para serem exibidos em sites e novas mídias móveis, como o telefone celular
● É um site que permite que seus usuários assistam a vídeos em formato digital e os compartilhem. Foi fundado em fevereiro de 2005





