Arte de poliéster
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de dezembro de 1997
Edmundo Inagaki Curitiba 
DivulgaçãoObras de Elizabeth Titton exploram temas ingênuos mas sem pieguicePra Esperar o Amor, exposição que a escultora Elizabeth Titton abre hoje, no Museu da PUC-PR, explora a temática da paixão e seus símbolos com rara sensibilidade. De um universo onde tudo é clichê, a artista consegue extrair o substrato do novo.
As obras, concebidas em alumínio e resina de poliéster, tratam de estrelas, flores (vermelhas), sonhos, desejos, corações felizes, sem tropeçar na pieguice e cair no óbvio.
São 12 instalações de grandes proporções e outras peças menores, onde Titton homenageia alguns escultores paranaenses que admira - Ligia Borba (com seus torsos sensuais), Rossana Guimarães (com suas rosas de lata) e Alfi Vivern (que um dia sonhou em fazer uma árvore que deixasse sair chamas pelas pontas dos galhos). O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe) também não foi esquecido.
Ciente da imperfeição da representação, proponho-me como diz Saint-Exupéry, a cativar, a criar laços com o espectador. Mas é preciso esperar, bem debaixo da estrela... para que valha a pena, escreve a artista no texto de apresentação da exposição.
E completa: O homem não pode prescindir do amor ou da beleza, porque tem corpo e porque tem alma. Nem tampouco da arte, que deve transportá-lo da sonolência da rotina para as buscas da alma.
Na abertura da mostra, os convidados - que deverão vestir ou portar algum acessório vermelho - serão recepcionados por um duo de violino (João Eduardo Titton) e violão (Otávio Camargo), interpretando a peça História do Tango, de Astor Piazzola.
Exposição Pra Esperar o Amor da escultora Elizabeth Titton.
De hoje até o dia 15 de janeiro, no Museu da PUC-PR (Rua Imaculada Conceição, 1.155 - Prado Velho, em Curitiba).


