DivulgaçãoObras de Elizabeth Titton exploram temas ingênuos mas sem pieguice‘‘Pra Esperar o Amor’’, exposição que a escultora Elizabeth Titton abre hoje, no Museu da PUC-PR, explora a temática da paixão e seus símbolos com rara sensibilidade. De um universo onde tudo é clichê, a artista consegue extrair o substrato do novo.
As obras, concebidas em alumínio e resina de poliéster, tratam de estrelas, flores (vermelhas), sonhos, desejos, corações felizes, sem tropeçar na pieguice e cair no óbvio.
São 12 instalações de grandes proporções e outras peças menores, onde Titton homenageia alguns escultores paranaenses que admira - Ligia Borba (‘‘com seus torsos sensuais’’), Rossana Guimarães (‘‘com suas rosas de lata’’) e Alfi Vivern (‘‘que um dia sonhou em fazer uma árvore que deixasse sair chamas pelas pontas dos galhos’’). O escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (‘‘O Pequeno Príncipe’’) também não foi esquecido.
‘‘Ciente da imperfeição da representação, proponho-me como diz Saint-Exupéry, a ‘cativar’, a ‘criar laços’ com o espectador. Mas ‘é preciso esperar, bem debaixo da estrela’... para que valha a pena’’, escreve a artista no texto de apresentação da exposição.
E completa: ‘‘O homem não pode prescindir do amor ou da beleza, porque tem corpo e porque tem alma. Nem tampouco da arte, que deve transportá-lo da sonolência da rotina para as buscas da alma’’.
Na abertura da mostra, os convidados - que deverão vestir ou portar algum acessório vermelho - serão recepcionados por um duo de violino (João Eduardo Titton) e violão (Otávio Camargo), interpretando a peça ‘‘História do Tango’’, de Astor Piazzola.
Exposição ‘‘Pra Esperar o Amor’’ da escultora Elizabeth Titton.
De hoje até o dia 15 de janeiro, no Museu da PUC-PR (Rua Imaculada Conceição, 1.155 - Prado Velho, em Curitiba).

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