A rede informal de Projetos Cênicos, sediada em Londrina, e que viabiliza a troca de informações entre os grupos de todo o Brasil que trabalham com a arte vinculada a um cunho social, começa a se delinear. O 3º Encontro de Projetos Cênicos, que aconteceu dentro da Mostra Regional/Nacional e Universitária do Filo, no último final de semana, serviu de termômetro para a concretização da estrutura.
Um balanço do encontro aponta para o amadurecimento da idéia que nasceu junto com o primeiro evento e reuniu as pessoas envolvidas neste tipo de trabalho. Segundo a coordenadora da Mostra e colaboradora do projeto cênico Terceira Idade do Sesc de Londrina, Maria Fernanda Coelho, no primeiro encontro surgiu a idéia. Já no segundo foi criada a homepage para receber sugestões e fazer circular as informações.
Neste terceiro encontro, além da homepage, será feita uma publicação com todas as informações e relatos dos grupos durante o evento para ser distribuída aos setores público e privado. O objetivo é tornar estes projetos conhecidos e, consequentemente, conseguir apoio financeiro.
A busca de patrocínio foi um dos pontos discutidos durante o encontro. Uma característica dos projetos cênicos é que eles acontecem de forma isolada sem corrida atrás de patrocínios. ‘‘Normalmente os projetos cênicos são mantidos isolados, como um trabalho de caridade. Esta postura tem que mudar. É preciso colocar em evidência estes projetos’’, analisa Maria Fernanda Coelho.
Neste sentido, ainda segundo ela, já foi mudado o estatuto da Rede de Promotores Culturais da América Latina e Caribe para contemplar não só o produto artístico, mas também trabalhos desenvolvidos junto à comunidade. Tudo para dar visibilidade aos projetos cênicos.
O encontro discutiu também a questão estética. De acordo com Maria Fernanda, quando o projeto cênico se propõe a ter como resultado um produto artístico, precisa se comprometer com a qualidade técnica e estética. ‘‘É preciso dar um tratamento digno para este produto’’, afirma.
No III Encontro de Projetos Cênicos um outro fator que demonstra o amadurecimento do evento foi a participação de seis grupos de fora de Londrina. No ano passado apenas dois grupos que não eram de Londrina estiveram presentes.
Os participantes foram: Projeto TAM TAM, de Santos; Cia. de Arte e Vida Mal-amadas, Atrevidas e Abusadas, de São Paulo; Associação Comunitária Monte Azul, de São Paulo; Orgone Cia. de Arte, de Santos; Grupo de Teatro Nós do Morro, do Rio de Janeiro e Núcleo de Artes Cênicas do Sesi, de Marília.
Londrina contou com a participação de seis projetos: Acalon - Associação da Criança e do Adolescente de Londrina; Grupo de Theatro da Terceira Idade do Sesc/Londrina; Cometa Alegria; Got.P.A.Ê Grupo de Teatro para Atores Especiais; Sensibilização, Educação, Trabalho e Atualização - a nossa escola; Plantão Sorriso.

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