A suspensão do tempo é uma mágica para artistas como os do Cirque du Soleil. Durante o espetáculo ''Alegría'', que estréia em Curitiba na próxima sexta-feira, em turnê nacional por seis capitais, o Cirque du Soleil transportará o público a um mundo fantástico, onde as quase três horas de emoção e surpresa parecerão apenas alguns minutos de sonho.
A expectativa pela segunda turnê nacional é grande - o Soleil já apresentou no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 2006, o espetáculo ''Saltimbanco''.
Agora, além de Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre terão a chance de assistir à companhia que revolucionou a arte circense mundial.
Curitiba ganhou novas sessões nos dias 27 de setembro e 7 de outubro, que não estavam previstas inicialmente. Os 53 artistas do espetáculo de 14 nacionalidades, incluindo o carioca Marcos de Oliveira Kazuo, que participa de um número de palhaços, começam a chegar a Curitiba neste fim de semana.
O elenco chega separadamente, já que os artistas estavam em férias, depois que a trupe encerrou temporadas na França e Espanha.
Após o período de férias e ao desembarcar em Curitiba, o elenco deverá começar uma rotina pesada de ensaios e que pode chegar a até sete horas por dia, contando as próprias apresentações, que pelo grande esforço físico, não deixam de ser contadas pelos artistas como uma forma de preparação.
A montagem da tenda principal da companhia, que estava prevista para quarta-feira passada, no Estacionamento do Centro de Convenções Expotrade (Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel), em Pinhais, foi adiada para este fim de semana.
''As pessoas que passarem pelo local neste domingo já devem ver a tenda montada'', garante o assessor de imprensa do Cirque Du Soleil, Regis Motisuki. Ele explica que a montagem da tenda segue um cronograma logístico e, por isso teve que ser adiada. Com capacidade para um público de 2.500 pessoas, a tenda principal tem 25 metros de altura e 50 metros de diâmetro.
Anexa à principal, a Tenda dos Artistas compreende o backstage, espaço também onde os figurinos são lavados, passados e consertados todos os dias, depois de cada apresentação.
A área com 400 metros quadrados e 12,5 metros de altura também compreende salas de fisioterapia e de TV, onde os artistas acompanham o que acontece no palco, antes de entrarem em cena.
As tendas ainda abrigam o Tapis Rouge, espaço para o público vip que desembolsará o valor adicional de R$ 150,00 para ter alguns serviços como uma loja exclusiva com produtos do Soleil e buffet durante o intervalo. Uma quarta tenda é de acesso do público geral.
''Além disso, a estrutura do Cirque, que está trazendo ao Brasil 800 toneladas de equipamentos, inclui uma cozinha internacional com quatro chefs. Contamos com uma escola para as crianças da companhia, que estudam de acordo com as regras do governo canadense'', acrescenta Motisuki.
Nove milhões de pessoas de 15 países em mais de 50 cidades, como Nova York, Chicago, Tóquio, Sidney, Cingapura, Hong-Kong, Berlim, Londres, Barcelona, Viena e Zurique, já assistiram à montagem.
Na turnê brasileira promovida pela CIE Brasil, apresentada pelos Cartões American Express, com patrocínio exclusivo do Banco Bradesco e apoio da TAM e do Grupo Multiplan, serão 250 apresentações.
Durante os nove atos, ''Alegría'' pára o tempo, transportando o público à uma época em que a fantasia e a magia faziam parte da rotina das pessoas.
Dirigido pelo italiano Franco Dragone, ''Alegría'' atravessa a realidade para entrar no mundo das antigas famílias circenses, dos bobos da corte e menestréis.
A música ao vivo foi premiada com o disco de platina duplo no Canadá, estando na lista da Billboard durante 55 semanas. A faixa-título foi indicada ao Grammy de 1996, na categoria ''Melhor Arranjo Instrumental com Vocais''.
Com a turnê brasileira de ''Saltimbanco'', o Soleil faturou R$ 60 milhões, esperando para ''Alegría'' um faturamento de R$ 130 milhões.
A história do Cirque Du Soleil começou em 1982, em Quebec (Canadá), com um grupo de malabaristas, engolidores de fogo e acrobatas que se formou na Baía de St. Paul.
Dois anos depois, nas festividades para celebrar o descobrimento do Canadá, o artista circense Guy Laliberté fundou o Cirque Du Soleil, baseado numa proposta completamente nova, combinando números circenses, dança, música e arte de rua.
Em junho de 2006, o Cirque estreou ''Love'', o quinto show permanente em Las Vegas.
Duas novas montagens serão apresentadas em 2007. Além de ''Kooza'', a 20 criação da companhia, com turnê iniciada em abril, em Montreal, o Soleil abrirá a temporada de ''Wintuk'' em novembro, no Teatro do Madison Square Garden, em Nova York (EUA).

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