Artista Paulo Carapunarlo inaugura exposição amanhã, em Londrina
Silvana Leão

Mario CesarPaulo
Carapunarlo
ao lado
de uma
de suas
telas em
carvão,
acrílica e
grafitePaulo Carapunarlo expõe sua arte abstrata pela primeira vez em Londrina, a partir de amanhã, às 20h30, na Sala Celso Garcia Cid (Cine-Teatro Ouro Verde). Usando técnica mista, onde a tinta acrílica e o grafite entram como um complemento do carvão, o artista plástico mostra 14 trabalhos, sobre tela ou papel, em que ‘‘brinca’’ com as linhas, pinceladas e traços.
Nascido em Engenheiro Beltrão (região de Maringá), Carapunarlo é formado em Engenharia Civil e mora há 12 anos em Curitiba, onde começou a trabalhar com cerâmica de alta temperatura no ateliê de Alice Yamamura. O desenho veio como uma consequência, com o objetivo de melhorar as obras em cerâmica. Mas ele gostou tanto da experiência que acabou adotando as telas como principal material de trabalho.
Foi no ateliê livre de Edilson Viriato que Paulo começou a desenvolver suas habilidades em composição, desenho e pintura, há três anos. É Viriato, portanto, quem define as criações do artista, no convite para a exposição ‘‘A Linha em p/b’’, que acontece em Londrina: ‘‘Com um desenho vigoroso, mesmo quando suave, Carapunarlo foge aos padrões de um desenho/pintura convencional’’.
Mario CesarTrabalho de Paulo Carapunarlo, que expõe em Londrina: ‘‘o fundamental é a linha do carvão’’Paulo estabelece uma relação quase lúdica com o carvão. ‘‘O grande lance deste material é que me permite brincar’’, revela. Ele explica que suas obras nunca são pré-concebidas, elas surgem de linhas que vão aparecendo espontaneamente, sempre depois de um trabalho de relaxamento. ‘‘A princípio eu não visualizo a obra.’’ Embora seu trabalho não seja conceitual, Carapunarlo lembra que cada linha presente nas telas tem um sentido. Nada é por acaso.
Para o artista, o mais interessante desta técnica abstrata é que permite a cada um raciocinar sobre o trabalho e fazer a sua própria interpretação. ‘‘Se eu direciono, não há possibilidade de trabalhar com o imaginário das pessoas.’’ Em relação à ausência de cores, Carapunarlo justifica dizendo que, neste caso, elas seriam um mero detalhe, sem a mínima importância. ‘‘O fundamental, aqui, é a linha do carvão.’’
• Exposição ‘‘A Linha em p/b’’ , de Paulo Carapunarlo. De amanhã a 2 de agosto, na Sala Celso Garcia Cid (Rua Maranhão, 85), Londrina.

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