ARTE - NO MAPA DA DANÇA
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de agosto de 2006
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
O Itaú Cultural está divulgando os contemplados da edição 2006-2007 do programa Rumos Dança. Foram selecionados 25 projetos para desenvolvimento de Obras Coreográficas sendo dois de paranaenses e os 15 pré-selecionados para a carteira de Videodança, que farão um curso prático e teórico específico sobre dança para tela.
No total, foram inscritos 662 projetos de todo o país, o que representa um aumento de 35% em relação às inscrições da edição anterior (2003). Destes, 534 foram projetos de Obras Coreográficas (aumento de 29% sobre 2003) e 128 de Videodança (aumento de 71% sobre 2003).
No Paraná, os selecionados para o Rumos Dança 2006 foram Elisabete Finger (projeto individual), Stéphany Mattanó e Neto Machado (duo). ''Solução Para Todos os Problemas do Mundo'', de Stéphany Mattanó e Neto Machado, traz a composição do movimento, possibilitando uma quebra narrativa tal e qual uma mudança brusca de um canal de televisão, onde o ''controle remoto'' do dançarino busca novas referências e formas de comunicação.
Stéphany Mattanó é formanda em Direção em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná. Trabalha como atriz, cantora, produtora, editora e roteirista de vídeo. Foi bolsista da Casa Hoffmann Centro de Estudos do Movimento, em 2004. Dedica-se à pesquisa de uma Performance Popular Brasileira. Criou com o artista Neto Machado os espetáculos São ''Dois Atos: Acender e Apagar'', 2004, ''Quero Saber do Q. Estou falando!'', 2005, e ''Solução para Todos os Problemas do Mundo'', 2005/2006. Participou com Cristiane Bouger, do 13º Panorama RioArte de Dança RJ. Recebeu com o coletivo ''Couve-flor'' minicomunidade artística mundial, o prêmio Klauss Vianna.
Outro obra cenográfica selecionada no Paraná foi ''Amarelo'', de Elisabete Finger. No espetáculo, a dançarina pesquisa seu corpo, sua dança e a criação de seu imaginário, que é formado pelas influências do meio em que vive e suas experiências. Como essas informações se organizam e como elas são lidas por quem a assiste? Como ela inclui o outro na experiência da obra? Como compartilhar seu imaginário em movimento? Por que dançar e não pintar um quadro? São alguns dos questionamentos levantados. Formada em Direito pela UFPR, em 2004, Elisabete foi selecionada como bolsista pela Casa Hoffmann Centro de Estudos do Movimento, Curitiba (PR), onde participou de ateliers e workshops de John Jaspers, Tere O'Connor, Willi Dorner, Shelly Senter, Lia Rodrigues, Thomas Lehmen, Xavier Le Roy, entre outros. Integrou a Formaçao Essais do Centre National de Danse Contemporaine d'Angers-França, onde realizou as peças: ''Soit Je Craque, Soit c'est un Spectacle'' e ''Autoportrait''. É intérprete para Deborah Hay na peça ''My Country Music'' e na performance ''Blanche Nége'', apresentada no Festival d'Eté do Parque de La Vilette-Paris.
Para a abertura das inscrições deste ano, a coordenadora do programa e gerente de Artes Cênicas do Itaú Cultural, Sonia Sobral, juntamente com palestrantes convidados, realizou seminários em 16 estados brasileiros. O objetivo foi definir conceitos fundamentais do projeto, como investigação em dança contemporânea e dança criada para câmera.
Para o quesito ''Obras Coreográficas'', a comissão assistiu a cerca de 500 trabalhos (artistas que não enviaram imagens foram desclassificados) até chegar a um universo de 53 projetos.
Para os projetos de solos ou duos, o valor líquido do apoio financeiro será de R$ 26 mil. Para os projetos de grupo (acima de três participantes), o valor é de R$ 35 mil. Esses valores são previstos apenas para o desenvolvimento da obra, uma vez que os selecionados receberão cachê pelas apresentações no Itaú Cultural, além de toda a produção de palco do instituto.


