Arrigo Barnabé assiste à pré-estréia
De Curitiba
O compositor Arrigo Barnabé está hoje em Curitiba para assistir à pré-estréia do filme Oriundi no Cine Crystal. É dele a trilha sonora. Antes da sessão, encontra-se com os fãs que desejarem saber mais do CD Clara Crocodilo, que está sendo lançado pelo selo Tanx God, às 19 horas, no Conservatório de MPB. A entrada é franca.
Clara Crocodilo tem história. Foi levada ao palco pela primeira vez em 1980, em São Paulo, e arrepiou a platéia. Ganhou as páginas dos jornais, foi parar em disco numa produção independente, fez de Arrigo uma celebridade e se transformou na referência mais importante do compositor.
Passados mais de 10 anos a obra volta às lojas, agora na versão em CD, distribuído pela Eldorado. Não é a regravação do original, mas uma nova montagem levada no teatro do Sesc Ipiranga, dias 27 e 28 fevereiro deste ano. O registro é ao vivo.
Para o compositor este trabalho é a concretização de um antigo sonho. Ou seja, aqui ele apresenta uma produção mais madura: a escrita musical é outra, os recursos técnicos são melhores. Enfim, há 20 anos Arrigo era estudante de música e os tempos complicados. Tive que me adequar ao que tinha de disponível, comenta.
A história do bandido Clara Crocodilo foi dividida em cinco partes: As Desventuras de um Office-boy, O Monstro, Quem Cala Consente, Labirinto e Onde Andará Clara Crocodilo?. A mais famosa composição experimentalista dos anos 80, recheada de informações eruditas, teve a participação de músicos igualmente eruditos, como as violinistas Maria Vischnia e Betina Clara Stegman, o trompetista Fernando Dissenha e o violista Marcelo Jaffé. Arrigo Barnabé assina a direção, arranjos e faz intervenções vocais, narrações e piano elétrico ocasional.





