Arquitetura e segurança
ReproduçãoFachada da Casa Andrade Muricy: o endereço mais importante das artes plásticas no ParanáA importância dada à Casa Andrade Muricy não está tão-somente nos seus 920 metros quadrados de área para exposição, e nos 2 mil metros quadrados de construção. Vai além. O prédio possui climatização - umidade e temperatura - controlada, dispositivos para controle de incêndio com alarmes automáticos, detectores de fumaça, vigilância eletrônica com sensores infravermelhos, câmaras e sistema de iluminação flexível e projetado de forma a não comprometer as obras expostas. As obras foram orçadas em R$ 1,5 milhão.
A segurança inclui sete agentes armados e com comunicação direta, durante os horários de visita, e mais cinco policiais nas 24 horas do dia. Esse esquema é necessário para assegurar a integridade das obras que virão para a sala, ao mesmo tempo em que mostra a importância artística das exposições coletivas ou individuais.
Construído entre 1923/26, o prédio retrata o ecletismo arquitetônico dominante à época de sua construção. O tratamento mais requintado em seu interior é o vestíbulo, enriquecido por escadaria em mármore branco que dá acesso ao andar superior. No patamar intermediário que liga os dois pavimentos, tem um magnífico vitral policromado, desenhado com motivos florais.
Nos últimos 70 anos, a casa abrigou as Coletorias Estaduais, a Repartição de Água e Esgoto, a Junta Comercial e a Secretaria de Finanças. Mais recentemente manteve ali algumas coordenadorias da Secretaria da Cultura, a Sala Miguel Bakun (espaço destinado às artes plásticas), e teve até mesmo uma pequena sala onde, por algum tempo, realizaram-se concertos de câmara e recitais. O seu subsolo serviu como sede da Funarte, e com a extinção do órgão, da Bienal do Design.
A Casa Andrade Muricy leva em seu nome a homenagem a um jornalista, crítico, ensaísta, o paranaense José Cândido de Andrade Muricy, apesar de ter vivido grande parte de sua vida profissional no Rio de Janeiro, pensou e discutiu a produção cultural do Paraná.
Nascido em 1895, fez crítica de arte, literatura e música durante 53 anos no ‘‘Jornal do Commercio’’ e escreveu, entre outros, os livros ‘‘A Nova Literatura Brasileira’’ e ‘‘Caminhos da Música’’. Sua maior obra, porém, foi, sem dúvida, ‘‘Panorama do Movimento Simbolista Brasileiro’’, em três volumes em que examina a obra de 101 poetas em 1.166 páginas.
(Z.C.L.)

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