A embarcação segue rumo ao mítico Estreito de Magalhães. Ali, os passageiros conhecem a Terra do Fogo, cujo expressivo nome carrega muita história. Em sua expedição no século XVI, o navegador português Fernando Magalhães avistou um arquipélago rodeado por fiordes. Pôde observar que durante o dia, fogueiras permaneciam acesas. Eram as tribos locais, carentes de calor para aquecer o corpo frente às intempéries da região.
Localizada às margens do Canal de Beagle, a Terra do Fogo é rodeada pelos Montes Martial, que compõem o extremo Sul da Cordilheira dos Andes. É um território coberto de campos ondulados, bosques, geleiras e montanhas, onde a palavra de ordem para os forasteiros é uma só: aventura. No verão, é possível fazer trekking, cavalgadas ou pescar. No inverno, o ideal é esquiar no moderno centro de esqui Cerro Castor, além de fazer expedições em motos de neve ou passeios em trenós puxados por cães huskies.
Uma boa pedida é gastar horas no Parque Nacional Tierra del Fuego. Criado em 1960, a reserva ocupa uma área de 63 mil hectares e é considerado território ecológico essencial. A preservação do ecossistema andino-patagônica é feita com rigor. A variedade da fauna e da flora impressiona. A lenga, árvore bastante comum, chega a medir 30 metros de altura. A convivência com os castores e coelhos é pacífica. A Baía Enseada, a cascata do Rio Pipo, o mirante da Ilha Redonda, a lagoa Negra e a Baía Lapataia merecem atenção redobrada. Nesta região, os Andes mergulham no mar, compondo ilhas de formas diversas. Os pássaros chamam a atenção, além da vegetação que se assemelha com a tropical.

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