Arqueologia em pincel e tinta
A paisagem da cidade de Paranaguá - 1ª povoação do Estado - no século 19, foi reconstituída com auxílio do computador e retratada em telas. A exposição 350 Anos Paranaguá em Pintura faz parte das comemorações de aniversário da cidade. As obras ficam no Museu de Arqueologia, até o dia 2 de agosto, com visitação de terça-feira a domingo, do meio-dia às 17 horas.
A mostra foi idealizada pelo pesquisador Luis Alves Siqueira, numa tentativa de recompor pictoricamente a memória esfacelada da história de Paranaguá. Após a reconstituição de cenas e monumentos, formou-se a imagem que se divide entre o imaginário e o real, reproduzida pelo artista plástico Darci Gonçalves Régis em mais de 30 obras.
DivulgaçãoA Praça Fernando Amaro, como era vista pelos moradores de Paranaguá no século passadoMomentos da Revolução Federalista (1894), a Capela do Bom Jesus dos Perdões (demolida no início deste século), a Praça Fernando Amaro, o serviço aéreo Condor, a explosão da Fábrica de Fogos de Aníbal Paiva, são algumas cenas que fizeram parte da história e que agora poderão ser conhecidas.
Ao observar que Paranaguá estava perdendo suas características visuais históricas devido à destruição de seu casario colonial, pela ação do tempo ou pelo descaso de seus proprietários, resolvi transformar em pinturas, as imagens do meio ambiente físico e social de seu passado, diz o pesquisador.
DivulgaçãoRepresentação de combates da Revolução Federalista na Rua da PraiaA técnica de coleta de dados foi escanear no computador todas as imagens e textos encontrados em revistas e jornais da época. Além dessas, foram usadas fotografias emprestadas. A partir daí, os fatos históricos começaram a ser reconstituídos.
Para refazer cenas da Revolução Federalista foi preciso unir fotos de navios da Armada com as mensagens de textos antigos e dados da história oral, para recriar os ambientes históricos da época. Os historiadores da época eram funcionários públicos e, por razões de sobrevivência, não podiam se expor contando a verdadeira história, pois seriam perseguidos, conta Siqueira.
DivulgaçãoOutra vista da Rua da Praia durante evento sócio-político nos anos 30A pintura foi escolhida para retratar as imagens pesquisadas. O artista plástico Darci Régis se encarregou de pintar os quadros. Antes da pintura de cada tela nos reuníamos para fazer o esboço do que seria pintado. Desta forma as imagens esmaecidas foram transformadas em telas que retratam a nossa história, lembra.DivulgaçãoA Igreja de São Benedito, que ainda hoje pode ser visitada, na Rua Conselheiro SinimbuElisa Marilia Carneiro





