Arqueologia em pincél e tinta
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de julho de 1998
Elisa Marilia Carneiro 
DivulgaçãoA Igreja de São Benedito, que ainda hoje pode ser visitada, na Rua Conselheiro Sinimbu
A paisagem da cidade de Paranaguá - 1ª povoação do Estado -, no século 19, foi reconstituída com auxílio do computador e retratada em telas. A exposição 350 Anos Paranaguá em Pintura faz parte das comemorações de aniversário da cidade. As obras ficam no Museu de Arqueologia, até o dia 2 de agosto, com visitação de terça-feira a domingo, do meio-dia às 17 horas.
DivulgaçãoA Praça Fernando Amaro, como era vista pelos moradores de Paranaguá no século passadoA mostra foi idealizada pelo pesquisador Luis Alves Siqueira, numa tentativa de recompor pictoricamente a memória esfacelada da história de Paranaguá. Após a reconstituição de cenas e monumentos, formou-se a imagem que se divide entre o imaginário e o real, reproduzida pelo artista Darci Gonçalves Régis em mais de trinta obras.
Momentos da Revolução Federalista (1894), a Capela do Bom Jesus dos Perdões (demolida no início deste século), a Praça Fernando Amaro, o serviço aéreo Condor, a explosão da Fábrica de Fogos de Aníbal Paiva, são algumas cenas que fizeram parte da história e que agora poderão ser conhecidas.
DivulgaçãoRepresentação de combates da Revolução Federalista na Rua da PraiaAo observar que Paranaguá estava perdendo suas características visuais históricas devido à destruição de seu casario colonial, pela ação do tempo ou pelo descaso de seus proprietários, resolvi transformar em pinturas, as imagens do meio ambiente físico e social de seu passado, diz o pesquisador.
Para refazer cenas da Revolução Federalista foi preciso unir fotos de navios da Armada com as mensagens de textos antigos e dados da história oral, para recriar os ambientes históricos da época. Os historiadores da época eram funcionários públicos e, por razões de sobrevivência, não podiam contar a verdadeira história, conta Siqueira.
DivulgaçãoOutra vista da Rua da Praia durante evento sócio-político nos anos 30A pintura foi escolhida para retratar as imagens pesquisadas. O artista plástico Darci Régis se encarregou de pintar os quadros. Antes da pintura de cada tela nos reuníamos para fazer o esboço do que seria pintado. Desta forma as imagens esmaecidas foram transformadas em telas que retratam a nossa história, lembra.
DivulgaçãoCapela do Bom Jesus do Perdão, que foi demolida no início do século


