Arquivo FolhaArnaldo
Cohen:
‘‘O grande
paradoxo do
pianista é
mostrar que
ele não
toca piano.
O grande
paradoxo do
ser humano
é agir como
se fosse
imortal’’Arnaldo Cohen completa 25 anos de carreira com o lançamento de dois novos CDs: um disco com obras de Liszt, gravado pela Naxos no ano passado, e outro de Brahms e Schumann, que a gravadora Vox registrou há dois anos. É um acontecimento para um pianista avesso à idéia de gravações e até hoje só tinha um CD, integralmente dedicado ao húngaro Franz Liszt.
Para o mercado fonográfico, trata-se de uma dupla comemoração: seu disco de Brahms chega à parada clássica desbancando Nigel Kennedy e David Helfgott, o pianista que serviu de inspiração para o filme ‘‘Shine’’.
Cohen já está pensando em gravar a integral de Schoenberg, embora não tenha fechado o projeto com nenhum selo até o momento. Isso não significa falta de interesse das gravadoras. A inglesa Naxos queria gravar com ele um pacote de 30 discos, mas Cohen estuda propostas de outros selos.
Confira, a seguir, trechos de entrevista com o pianista.
Você sempre foi resistente à idéia de gravar discos. O que o fez mudar de idéia?

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