Ares nórdicos de Nova Friburgo
Nova Friburgo - A história de Nova Friburgo ponto final do Circuito Turístico Tere-Fri está intimamente ligada à chegada de imigrantes à cidade no século 19, vindos principalmente da Suíça e da Alemanha.
No começo daquele século, milhares de suíços abandonaram seu país em decorrência da Revolução Industrial, que lhes ''roubara'' os empregos. Então, moradores do cantão (que seria, grosso modo, equivalente aos nossos Estados) de Fribourg tiveram autorização de dom João VI para vir para o Brasil. Em sete embarcações, pouco mais de 2 mil deles iniciaram a viagem rumo ao Novo Mundo, mas, com várias doenças a bordo, só 1.631 pessoas chegaram ao Brasil em 1819, na então Morro Queimado, antigo nome de Nova Friburgo.
No ano seguinte, quando dom Pedro I era o imperador, foi fundada a Vila de Nova Friburgo, em homenagem aos suíços que abandonaram sua terra natal. Quatro anos mais tarde, também chegaram os imigrantes alemães. Fortes influências desses povos estão na arquitetura, nos nomes de ruas e estabelecimentos comerciais e, claro, na culinária local. Para provar esses sabores, dirija-se à Queijaria Suíça (ou Frialp), que fica no km 49 do circuito Tere-Fri é uma perdição para amantes de queijos e chocolates.
O carro-chefe da casa é o queijo moleson, feito com leite de vaca ou cabra e uma verdadeira delícia. Outras variedades vendidas por ali são o queijo suíço, raclete, gorgonzola, gruyère e até o queijo minas tradicional, requeijão e ricota, num total de 19 itens. A Frialp também produz bombons e trufas e conta com um restaurante, o Chalet Heidi. No cardápio, fondues e racletes e trutas, entre outros.
A grande construção da queijaria abriga ainda dois museus: um tem 250 animais empalhados e aquários com peixes exóticos. O outro, com documentos, fotos, vestimentas e ferramentas de trabalho no campo, retrata a imigração e fixação dos suíços em Nova Friburgo.
Um pouco adiante, no km 54 da estrada, pare para contemplar as esculturas de Geraldo Simplício, o Nêgo. Desde 1982, esse cearense de 61 anos, autodidata, usa instrumentos rústicos, como colher de pedreiro e enxada, para esculpir as grandes pedras que estão no quintal de sua casa, transformadas em corpos humanos, animais e plantas. Depois de esculpidas, Nêgo cobre as obras com plástico por um longo período, para que fiquem recobertas por musgos. A técnica produz um efeito interessante: as pedras adquirem um tom esverdeado e não ficam escorregadias.
Para facilitar a visita à região, foram criados 11 circuitos, que levam a todo tipo de atrativo da cidade, ideais para quem está de carro e quer explorar a região por conta própria.
Além do Tere-Fri, há, por exemplo, os roteiros ecológicos Caledônia que leva ao pico de mesmo nome, ponto mais alto da cidade, a 2.219 metros de altura e Cão Sentado, onde estão essa formação rochosa que é o cartão-postal da cidade e a cachoeira artificial Véu da Noiva, com 70 metros de queda.
As lojas e fábricas de lingerie, outra importante atividade econômica da cidade, são contempladas nos tours Ponte da Saudade e Moda Íntima de Olaria. Gastronomia, feirinhas e turismo rural também ganharam seus programas.
Detalhes desses circuitos podem ser conferidos no site www.friweb.com.br/turismo. O Centro de Turismo de Nova Friburgo (Praça Dermerval Barbosa Moreira, 0--22-2543- 6307), que funciona diariamente das 9 às 19 horas, também fornece mapas e folhetos dos roteiros. (K.A.)





