Arequipa brilha entre vulcões
J. Pedro/ Arquivo FolhaA harmoniosa Plaza de Armas: destaque para a catedral de origem belgaLocalizada a 2.360 m de altitude e cercada de picos nevados e campos agrícolas, o conjunto arquitetônico em estilo árabe-espanhol que a envolve é quase inteiramente em silhar, uma espécie de pedra branca vulcânica que reluz ao Sol.
Apesar de fundada em 1540, a maioria das 150 igrejas, capelas e mansões de Arequipa data dos séculos 17 e 18, quando os espanhóis se estabeleceram na região por conta do próspero comércio de minerais entre Potosí e Espanha.
Os desastres naturais que destruíram a cidade várias vezes não impediram, porém, que Arequipa se tornasse, a partir do século passado, um importante pólo comercial e centro de produção de lã de alpaca. Hoje, é a segunda principal cidade do país, depois de Lima.
Assim como a capital, abriga uma Plaza de Armas, o coração arequipenho. O lugar harmonioso, caracterizado por arcadas, foi remodelado no século passado. Na parte norte, destaca-se a catedral, de origem belga.
Mas a visita religiosa mais importante de Arequipa é ao Convento de Santa Catalina, nos arredores da praça. Erguido em 1580, tem inúmeros claustros, jardins internos, ruelas tortas e pequenas praças. O convento chegou a abrigar cerca de 450 freiras reclusas e ainda hoje algumas religiosas ocupam uma parte do mosteiro. Foi lá, aliás, que nasceu, em 1936, o escritor Mario Vargas Llosa.
Andar pelas ruas tranquilas da cidade é descobrir, além de outras igrejas como a da Companhia de Jesus e a de São Francisco, um charmoso bistrô parisiense anexo a uma filial da Aliança Francesa, doçarias à moda espanhola e antiquários.
Uma dica para o brasileiro desacostumado com a altitude é tomar um chá de coca e, como dizem os nativos, andar devagarinho, comer pouquinho e dormir sozinho.





