Areia que canta é atração na Fazenda Tamanduá
A Fazenda Tamanduá, em Brotas, existe há mais de 80 anos. Foi aberta pelo imigrante italiano Efro Farsoni. A propriedade já teve alambique, cafezais, gado de corte e outras atividades. Hoje é administrada por Andrelina Pinotti Farsoni, viúva do neto do pioneiro que explora o turismo rural, com os quatro filhos e uma equipe que reúne de dez a 20 funcionários, conforme o movimento.
O que desperta o interesse dos visitantes pela fazenda é a areia que canta. A areia existente numa nascente, formada por partículas arredondadas de quartzo. Quando retirada da água e friccionada ou agitada, produz um estranho ruído, parecido com o de uma cuíca.
Tudo era visitado de forma primária e gratuita. Há sete anos a família passou a oferecer um café com bolos, pães e queijos, depois instalou um restaurante e hoje tem também uma pousada com 12 apartamentos.
Além da areia, oferece ainda banho na cachoeira e nas corredeiras do Rio Tamanduá e a tirolesa travessia do lago por meio de um cabo-de-aço. O movimento é grande e o programa de visita, orientado por monitores, pode atender até a 240 pessoas por dia. Com 103 alqueires, a parte da fazenda que ficou com Andrelina e os filhos hoje tem um rebanho de 85 cabeças de gado e culturas de subsistência. O turismo, no entanto, responde por 90% da renda.
Quando começamos a trabalhar, encontramos o turismo ecológico numa primeira fase, com os pioneiros atuando. Nós constituímos a segunda fase, com o esquema receptivo e as atividades locais e hoje já existe uma terceira geração, com as escolas abrindo seus currículos para a área, diz Francisco Júnior. Só ao redor de Brotas, num raio de 150 quilômetros, existem seis cursos universitários de turismo voltados para a temática ecológica. (AE)





