Áreas particulares escondem beleza
As belezas naturais do município de Tibagi vão além do Canyon Guartelá. Há várias opções de passeios pela zona rural. Um dos mais famosos é o Salto Santa Rosa, uma queda d'água com 65 metros de altura, formada pelo córrego de mesmo nome. O salto forma uma piscina natural e a continuação do córrego é cheia de pequenas cascatas, corredeiras e pequenas piscinas naturais.
O Santa Rosa fica em uma propriedade particular na localidade de Barreiro, distante 18 km do centro de Tibagi. A propriedade tem uma pousada, duas casas mobiliadas para alugar e vasta área para camping. O local oferece também cavalos, pesque-pagues, campo de futebol, lanchonete e trilhas.
Para entrar no Salto Santa Rosa, o turista paga R$ 2,00. Caso ele se hospede no local, não é preciso pagar a taxa de acesso, só a diária. No caso das casas para aluguel, a diária é de R$ 40,00 e R$ 50,00 em períodos normais (durante feriados o valor sobe para R$ 80,00 e R$ 70,00 respectivamente), a pousada custa R$ 20,00/pessoa (R$ 30,00 em feriados como Carnaval), com direito ao café da manhã. Já o camping custa R$ 5,00/dia/pessoa.
Na propriedade, o visitante pode conhecer ainda a estrutura de uma antiga fábrica de polvilho que utilizava a força da água do Santa Rosa para movimentar suas máquinas. A indústria paralisou suas atividades por causa da dificuldades de encontrar matéria-prima: a mandioca.
Outra atração que fica fora do Canyon, é o Salto Puxa Nervos, com queda de 45 metros de altura. O local ainda preserva a rusticidade de uma fazenda e conta com área de camping para receber turistas. Para visitar o salto, o turista também paga R$ 2,00. A diária do camping custa R$ 5,00.
O nome Puxa Nervos, segundo o condutor de turistas Manoel Serino, foi dado pelo primeiros exploradores da região, que ao se banharem, devido à força da água, tiveram a impressão de que os nervos eram ''esticados''. A reportagem da Folha testou e comprovou o poder da hidromassagem natural que o salto proporciona.
O local oferece ainda outras trilhas para trekking, mas nesse caso é preciso estar acompanhado por guia da própria fazenda. O visual do local é magnífico, com paredões e até um mini canyon com 8,5 km de extensão.
Outro atrativo do local é a própria dona da fazenda, Dona Jozi. ''Não me canso de achar isso aqui lindo'', diz olhando da varanda o paredão de pedra. Tudo que ela oferece para os turistas é produzido no local, queijo fresco, doce de leite, e as refeições feita no fogão a lenha. Mas tudo deve ser combinado antes.
Já do outro lado do município, nos arredores do Canyon Guartelá, o turista que gosta de aventura pode se embrenhar na mata que é uma continuidade do Parque Guartelá, mas que está em uma propriedade particular. O dono do local, o agricultor Bento Aleixa, afirma que para conhecer o local, só com guia.
Talvez o mais recomendável seja o condutor Manoel Serino, que nasceu no local. ''Na época a gente nascia em casa, com parteira'', conta. Serino afirma que o lugar requer do turista muita disposição para caminhada. ''São entre 4 e 5 horas para percorrer as trilhas'', diz.
O local oferece uma vista privilegiada. ''Este é o coração do canyon'', afirma. A trilha conta ainda com paredões com mais de 200 metros de altura e quedas d'água. Ao final da caminhada, o turista chega no lugar onde vive um senhor que ficou conhecido na região como o ''ermitão'' do Guarterlá, que inclusive é pai do condutor. Em um casinha no meio da mata mora o ''seo'' Manoel Silvério dos Santos, que há mais de 20 anos vive sozinho no ''coração do Guartelá''.





