Arcos do museu permanecem intactos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de agosto de 1998
Silvana Leão 
A alternativa de fechar os arcos do Museu de Arte de Londrina (que funciona no prédio da antiga rodoviária) para ampliar seu espaço interno foi descartada na última quarta-feira em Curitiba, durante reunião mantida entre representantes do museu, da Fundação Villanova Artigas, da Secretaria de Cultura de Londrina e Patrimônio Cultural do Estado. O museu vai continuar funcionando de acordo com o espaço disponível, até que os técnicos do Patrimônio Cultural encontrem uma solução para o problema.
Segundo a coordenadora do Patrimônio, Maria Luiza Marques Dias, a proposta de colocar vidro fechando os arcos projetados pelo arquiteto Villanova Artigas foi descartada, principalmente, porque descaracterizaria o projeto original do edifício. E em se tratando de um bem tombado, há um cuidado muito grande para que isso não aconteça, frisou.
Arquivo FolhaÂngela Marçal, secretária de Cultura de Londrina: pensando melhor, achamos que a ampliação deveria ser estudadaOutro argumento contrário a este projeto foi apresentado pela presidente da Fundação Villanova Artigas, Rosa Artigas, lembrando que o primeiro acervo a ser preservado no museu é o próprio prédio onde ele está instalado. Durante a reunião, foram cogitadas outras alternativas de ampliação, como por exemplo a construção de um anexo no desnível existente entre o estacionamento e a Praça Rocha Pombo.
Também existe a opção de utilizar um edifício localizado nas proximidades do museu, ou mesmo um outro prédio projetado por Artigas em Londrina, para abrigar a reserva técnica e a administração, lembrou Maria Luiza. De acordo com a coordenadora do Patrimônio, uma forma de aproveitar melhor o espaço disponível hoje no museu seria a utilização das antigas plataformas - localizadas sob os arcos - para exposições de outros tipos de obras de arte, como esculturas, pôsteres, fotografias, maquetes e plantas, que poderiam, inclusive, ser guardadas diariamente sem problemas.
Para continuar a discussão sobre o assunto, uma nova reunião deverá ser agendada para breve em Londrina, com a presença de técnicos do Patrimônio Cultural. A secretária de Cultura de Londrina, Ângela Marçal, que também participou da reunião em Curitiba, admitiu que em um primeiro momento a Secretaria achou viável a proposta de fechar os arcos. Mas depois, pensando melhor no edifício enquanto bem tombado pelo Patrimônio, achamos que a ampliação deveria ser melhor estudada.
Ela disse que agora, o fundamental, é colocar em prática o projeto de instalação de videoteca, biblioteca e reserva técnica no salão localizado na parte de baixo do museu. Embora seja um espaço pequeno, é preciso que estas obras comecem o mais rápido possível, afirmou.Dorico da Silva/ Arquivo FolhaArcos projetados pelo arquiteto Villanova Artigas (foto) para a antiga rodoviária de Londrina não serão alterados. Presidente da Fundação Villanova Artigas, Rosa Artigas, lembra que o primeiro acervo a ser preservado no Museu de Arte - que hoje ocupa o espaço - é o prédio onde ele está instaladoIdéia de fechar com vidros os arcos do Museu de Arte de Londrina é descartada. Serão estudadas outras soluções para ampliar espaço


