A alternativa de fechar os arcos do Museu de Arte de Londrina (que funciona no prédio da antiga rodoviária) para ampliar seu espaço interno foi descartada na última quarta-feira em Curitiba, durante reunião mantida entre representantes do museu, da Fundação Villanova Artigas, da Secretaria de Cultura de Londrina e Patrimônio Cultural do Estado. O museu vai continuar funcionando de acordo com o espaço disponível, até que os técnicos do Patrimônio Cultural encontrem uma solução para o problema.
Segundo a coordenadora do Patrimônio, Maria Luiza Marques Dias, a proposta de colocar vidro fechando os arcos projetados pelo arquiteto Villanova Artigas foi descartada, principalmente, porque descaracterizaria o projeto original do edifício. ‘‘E em se tratando de um bem tombado, há um cuidado muito grande para que isso não aconteça’’, frisou.
Arquivo FolhaÂngela Marçal, secretária de Cultura de Londrina: ‘‘pensando melhor, achamos que a ampliação deveria ser estudada’’Outro argumento contrário a este projeto foi apresentado pela presidente da Fundação Villanova Artigas, Rosa Artigas, lembrando que o primeiro acervo a ser preservado no museu é o próprio prédio onde ele está instalado. Durante a reunião, foram cogitadas outras alternativas de ampliação, como por exemplo a construção de um anexo no desnível existente entre o estacionamento e a Praça Rocha Pombo.
‘‘Também existe a opção de utilizar um edifício localizado nas proximidades do museu, ou mesmo um outro prédio projetado por Artigas em Londrina, para abrigar a reserva técnica e a administração’’, lembrou Maria Luiza. De acordo com a coordenadora do Patrimônio, uma forma de aproveitar melhor o espaço disponível hoje no museu seria a utilização das antigas plataformas - localizadas sob os arcos - para exposições de outros tipos de obras de arte, como esculturas, pôsteres, fotografias, maquetes e plantas, que poderiam, inclusive, ser guardadas diariamente sem problemas.
Para continuar a discussão sobre o assunto, uma nova reunião deverá ser agendada para breve em Londrina, com a presença de técnicos do Patrimônio Cultural. A secretária de Cultura de Londrina, Ângela Marçal, que também participou da reunião em Curitiba, admitiu que em um primeiro momento a Secretaria achou viável a proposta de fechar os arcos. ‘‘Mas depois, pensando melhor no edifício enquanto bem tombado pelo Patrimônio, achamos que a ampliação deveria ser melhor estudada.’’
Ela disse que agora, o fundamental, é colocar em prática o projeto de instalação de videoteca, biblioteca e reserva técnica no salão localizado na parte de baixo do museu. ‘‘Embora seja um espaço pequeno, é preciso que estas obras comecem o mais rápido possível’’, afirmou.Dorico da Silva/ Arquivo FolhaArcos projetados pelo arquiteto Villanova Artigas (foto) para a antiga rodoviária de Londrina não serão alterados. Presidente da Fundação Villanova Artigas, Rosa Artigas, lembra que o primeiro acervo a ser preservado no Museu de Arte - que hoje ocupa o espaço - é o prédio onde ele está instaladoIdéia de fechar com vidros os arcos do Museu de Arte de Londrina é descartada. Serão estudadas outras soluções para ampliar espaço

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