Aracaju: receita típica nordestina
Do alto, os coqueiros dão a dica, confirmada pelos pés de mangaba. Não há dúvida: você chegou ao Nordeste. Lugar de boa culinária, gente hospitaleira e turismo barato. Aracaju, a capital sergipana, segue essa regra. Praias de águas mornas, bares ao longo da orla, muito caranguejo e um Centro Histórico renovado.
Com 460 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico 2000, Aracaju tem um ritmo calmo, oposto àquela loucura comum das capitais nordestinas. Claro, não é nenhuma cidade de interior, mas seus motoristas desconhecem a impaciência provocada por um engarrafamento. E os moradores podem se dar ao luxo de caminhar todas as manhãs e tardes pelo calçadão de Atalaia.
Em janeiro, o espaço deixará de ser point apenas para atletas e será dividido com corpos mais preocupados com a ecologia: a capital de Sergipe ganha o primeiro oceanário do Nordeste. Administrado pelo Projeto Tamar, o local se destaca numa vista aérea pelo teto em formato de tartaruga, que representa o bem-sucedido programa, patrocinado pela Petrobrás.
Por enquanto, o oceanário está na fase de captura dos animais. Os biólogos do Tamar acompanham a adaptação daqueles que já chegaram, como a moréia. Serão duas alas de tanques, para animais de rio e de mar. No maior dos tanques, com capacidade para 120 mil litros, estarão os tubarões. O trabalho teve a consultoria de técnicos italianos e do oceanário de Ubatuba. A data exata de inauguração ainda não foi definida, nem o preço da entrada.
Enquanto o oceanário não abre, Atalaia oferece seus atrativos naturais: praia, água-de-coco e caranguejo. A larga faixa de areia é ótima para uma caminhada. O mar escuro, pela ausência de arrecifes, pode não parecer convidativo de cara. Mas vale a tentativa. As ondas são suaves e a água é clarinha na mão, faça o teste.
O trecho principal de Atalaia é famoso pela muvuca nos fins de semana. Para quem prefere curtir o sol sem tanta farofa, o ideal é seguir em direção ao sul. Na verdade, é a mesma praia.
Ao longo dos 22 quilômetros da orla, mudam os nomes, mas a paisagem é bem parecida. Se você não for avisado, nem vai sentir que chegou à Praia do Mosqueiro, ponta onde a Rede Tropical estuda construir um hotel. Parece Atalaia mais deserta.





