Aquarelas de Carybé
São Paulo - Numa viagem pelo Caribe a bordo de um navio, em 1988, o artista plástico Carybé produziu 26 aquarelas inéditas que estão expostas no Alfa Romeo Studio, na capital paulista. Em um mês de viagem, o artista - que nasceu na Argentina, viveu na Bahia e morreu em outubro de 1997, aos 86 anos - retratou o tempo e as pessoas no navio, bem como alguns lugares turísticos por onde passou com a mulher Nancy e com dois netos.
Argentino, naturalizado brasileiro, Hector Julio Paride Bernabó chegou ao Rio aos 8 anos, na década de 30. Radicou-se na Bahia na década de 50 e foi lá que sua obra tomou a forma pela qual Carybé é reconhecido: desenhos, gravuras, entre outros suportes baseados nos ritos africanos, em negros e mulatos, becos, ladeiras, procissões, rodas de capoeira - é certo que ele se encantou com o candomblé e foi no terreiro Axé Opô Afonjá seus últimos minutos de vida antes do enfarte que o matou. Além disso, Carybé é reconhecido pelas ilustrações que fez para o livro Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, para Macunaíma, de Mário de Andrade, e para os romances de Jorge Amado.(Das agências de notícias)





