Além das trilhas em filmes, Otávio Santos também mostra sua versatilidade e criatividade como compositor criando os arranjos das apresentações da Seleção Brasileira de Ginástica Artística Feminina desde 2011. Entre suas obras estão as versões de "Tico-Tico no Fubá" e "Brasileirinho", que renderam medalha de ouro à equipe nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015. "A técnica costuma me pedir uma música animada, que empolgue o público, mas que também tenha momentos mais tranquilos para execução de alguns movimentos específicos", explica, acrescentando que a música também precisa conter elementos sonoros que representem a cultura brasileira e seus vários ritmos e intervalos. "Como tenho muita liberdade para criar, gosto de inserir diferentes sons nos arranjos, de forma completamente distinta da original."
A trilha para as Olimpíadas, "Aquarela do Brasil", de dois minutos e meio, ganhou um início com percussão indígena e uma participação especialíssima. "Até o tempo de um minuto, a criação é totalmente minha. Depois, entra a cantora Ivete Sangalo", revela, destacando porém que todo o restante do processo, da composição à finalização do material, é feito por profissionais de Londrina. (M.T.)

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