Os percalços políticos não tiraram o bom humor do povo dominicano. Ninguém fica parado quando alguém toca o merengue, a música típica do país. Mexendo as cadeiras, pessoas de todas as idades dão um show e deixam babando os estrangeiros. Em matéria de gingado, eles próprios admitem, somente os brasileiros se equiparam.
A ginga do merengue também é levada para os campos de baseball, esporte preferido dos dominicanos. O talento deles é reconhecido mundialmente e, assim como acontece no Brasil, os astros vão para o estrangeiro atuar em times, na maior parte, norte-americanos. No momento, o país está se preparando para sediar os Jogos Panamericanos de 2003, em Santo Domingo.
Não bastasse o colorido da natureza, com coqueiros, praia branca e mar que vai do verde ao azul, os dominicanos criaram uma arte única. As telas dos artistas locais, expostas nas galerias, centros de artesanato e calçadas têm cores exuberantes, como se fossem pinceladas por crianças. Nas casas, as pessoas também imprimem a alegria de viver, com tons berrantes, do alaranjado ao vermelho. Na cidade de Higuey, leste da ilha, as casas são como aquarelas, tantos são os tons e cores. O artesanato, em cerâmica e couro, também é colorido e original.
Pelas ruas, são as frutas que estão por toda a parte. Nas ruas, barraqueiros oferecem manga, melão, abacaxi, melancia, mamão, coco, laranja e banana, com um ingrediente suculento: preço barato. Para refrescar, a cuba libre, que leva na base o rum produzido ali mesmo. Nas terras férteis e úmidas do país, café de boa qualidade e também plantações de cacau, matéria-prima para bons licores de chocolate.
O drinque mais popular é fresco: a ''piña colada'', feita com abacaxi, gotas de vodca e muito gelo abaixa a temperatura, sempre alta na ilha. O ''coco loco'', com água de coco e rum, também deixa alegre: depois de uns goles os turistas mais tímidos até se arriscam a bailar o merengue. Para quem precisa, os dominicanos oferecem a mamajuana, um licor de ervas afrodisíacas que, dizem eles, levanta defunto. Os dominicanos ainda sugerem um acompanhamento chique: os charutos produzidos no país, que concorrem de igual para igual com os cubanos.
As cores despojadas também põem a mesa dominicana. De tudo se aproveita no cardápio diversificado do país. Da banana se faz o mofongo, uma pasta amassada, com alho e carne de porco, além do mangu, que leva a fruta com leite e manteiga. O pica pollo (porções de frango frito), o mero à la criolla (peixe com molho de tomate e cebola) e o chicharron (versão dominicana do torresmo) são pratos típicos e devem ser experimentados. Para quem passou a noite no merengue, bebeu todas e não pode nem ouvir falar em comida, os dominicanos tem uma receita infalível: o ''levanta muerto'', um caldo de legumes e carne que é tiro e queda. (M.B.)

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