Josoé de CarvalhoDaniel: ‘‘É como fosse um recomeço’’Até agora, a carreira solo vai indo muito bem, obrigado. Está garantida por pelo menos quatro discos, conforme contrato assinado recentemente com a gravadora Continental, que está apostando alto no rapaz. Tanto que, dos quatro trabalhos a serem entregues, dois discos devem ser gravados em espanhol. Sim, o cantor Daniel pretende disputar - aliás, não custa nada tentar - um lugar ao sol no milionário porém instável mercado latino. Isso, no entanto, só deve acontecer a partir do ano que vem.
Por enquanto, a concentração do cantor, que se apresentou na última quinta-feira no show de abertura da 38ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, para um público estimado em quase 20 mil pessoas, é preparar o primeiro disco solo em português. Sai em julho, no mês em que o País todo calça chuteiras para acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa da França.
Daniel já está em estúdio. Há muita expectativa no ar, principalmente porque o cantor tem pela frente a responsabilidade de continuar na linha de frente da atual música sertaneja, já que não será possível manter para sempre - e a memória do público, como se sabe, não é das mais pródigas - o clima de comoção que ainda se estabelece em função da morte do companheiro, João Paulo. ‘‘Com esse disco, é como se fosse um recomeço. Está sendo difícil voltar, só eu sei como está sendo difícil’’- reconhece ele.
A linha musical não será mudada. Ou seja, ele vai continuar cantando músicas românticas, moda de viola e arrasta-pé. As novidades são duas. A primeira a participação de seu pai, José Camilo, cantando numa faixa (ainda não definida). A outra, a inclusão de um samba com toques sertanejos - ‘‘Pra Falar a Verdade’’, de Régis Danese e Peninha.
O single com a música de trabalho deve chegar às emissoras de rádio até junho. E a partir daí, dá-lhe divulgação. E muita. Muita mesmo. A grande vantagem é que Daniel, ao contrário de outros medalhões da música sertaneja, ainda se mantém acessível a entrevistas. E, o mais incrível: a imagem de bom moço soa verdadeira.
Na entrevista coletiva que concedeu na última quinta-feira, horas antes do show, Daniel deu uma verdadeira prova de paciência. Respondeu a perguntas incisivas, óbvias e até mesmo a uma que, no fundo, no fundo já deve ter enchido um pouco sua paciência: por que não formou dupla com outra pessoa?
Ele informou que várias foram as tentativas mas... ‘‘Apareceram pessoas maravilhosas, com vozes bonitas, mas por enquanto eu não consigo me ver ao lado de outro parceiro’’- disse. O ‘‘por enquanto’’ significa que a hipótese de voltar a formar dupla não está completamente descartada.
O ‘‘futuro’’ artístico é quem dirá. Resumindo: se a carreira solo realmente não render os dividendos esperados uma ‘‘segunda’’ voz seria bastante providencial para que a longa estrada da vida artística continue - como por ora está - bem pavimentada.

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