APCA PREMIA OS MELHORES DE 99
Agência Estado
Criada nos anos 50 como Associação Brasileira dos Críticos de Teatro, a Associação Paulista de Críticos de Arte, a APCA, surgiu oficialmente no começo dos anos 70. Desde então, cumpre um ritual: escolhe em dezembro os melhores do ano e faz em março do ano seguinte a festa de premiação. Hoje à noite, no Teatro Municipal de São Paulo, os melhores de 1999 sobem ao palco para receber o troféu criado por Francisco Brennand.
É uma das novidades da festa. Anualmente, a APCA entregava um troféu diferente, criado por um dos artistas plásticos que deveriam receber o prêmio. Após a extraordinária aceitação que o troféu de Brennand teve no ano passado, ficou instituído como permanente.
A festa começa às 20 horas. Os apresentadores serão Lu Grimaldi, prêmio revelação de TV do ano passado, pela novela Terra Nostra, e Rogério Cardoso, que ficou famoso como Salgadinho e foi melhor ator coadjuvante, também de TV, em 1998, por Hilda Furacão. Pelo glamour, os prêmios para os melhores da televisão são, em geral, os últimos a ser entregues na cerimônia que, no ano passado, durou três horas.
Auto da Compadecida, de Guel Arraes, ganhou o grande prêmio da crítica na categoria TV; Terra Nostra foi o melhor programa; Matheus Nachtergaele, o melhor ator, por Auto da Compadecida, e Débora Duarte, a melhor atriz, por Terra Nostra. O SPTV - 1ª Edição foi considerado o melhor jornalístico.
Santo Forte, de Eduardo Coutinho, foi o melhor filme mas o melhor diretor foi Carlos Reichenbach, por Dois Córregos - Verdades Submersas no Tempo. Os melhores atores vieram de O Primeiro Dia, de Walter Salles e Daniela Thomas: Luiz Carlos Vasconcelos e Fernanda Torres. O melhor roteiro foi o de Domingos de Oliveira e Priscilla Rozembaum para Amores. A melhor fotografia, a de Afonso Beato, em Orfeu, e o diretor estreante, Cláudio Torres, pelo episódio Diabólica, de Traição.
Na categoria rádio, a Eldorado AM ficou com o melhor
jornalismo. Heródoto Barbeiro, da CBN, foi o âncora do ano passado. Em dança, o grande prêmio foi para o Estúdio Nova Dança; Sandro Borelli foi o melhor bailarino, por Bent, e Márcia Milhazes, a melhor coreógrafa, por A Rosa e o Caju. O grande prêmio de literatura foi para José Alcides Pinto, pelo conjunto da obra. Carlos Nejar, o melhor poeta, pelo Livro de Silbion. Nur na Escuridão, de Salém Miguel, foi o melhor romance.
Em artes plásticas, o grande prêmio da crítica foi para o Instituto Itaú Cultural e a melhor exposição, Brasileiro Que nem Eu... Que nem Quem?, com curadoria de Bia Lessa, no Museu da Casa Brasileira. O grande prêmio de música erudita foi para João Dias Carrasqueira; o melhor regente foi Ricardo Kanji. Em música popular, Lenine mostrou o melhor disco (Na Pressão). Zeca Baleiro foi o melhor cantor, pelo CD Vô Imbolá, e Mônica Salmaso, a melhor cantora, por Voadeira. Ela faz o show da premiação, cantando três músicas.
O melhor espetáculo de teatro infantil foi O Terror
dos Mares. A melhor direção, a de O Malefício da Mariposa, da Cia. Pia Fraus. Eduardo Silva foi o melhor ator de infantil, por Foi Ela Quem Começou..., e Sandra Vargas, a melhor atriz, por O Anjo e a Princesa. Navalha na Carne foi o melhor espetáculo de teatro do ano, na montagem do Tapa. Antônio Fagundes foi o melhor ator, por Últimas Luas, e Sueli Franco a melhor atriz, por Somos Irmãs. O melhor diretor foi Antunes Filho, do CPT, por Fragmentos Troianos.Os troféus serão entregues hoje à noite, em cerimônia que acontece no Teatro Municipal de São Paulo
Fotos: Arquivo FolhaAntunes Filho sobe ao palco para receber o troféu de melhor diretor por Fragmentos TroianosO cantor e compositor Lenine abocanhou o prêmio de melhor disco por seu álbum, Na PressãoO cineasta Carlos Reichenbach foi eleito o melhor diretor com o filme Dois CórregosNo papel da italiana Leonora, de Terra Nostra, Lu Grimaldi foi escolhida como a revelação da TV





