Taubaté – A prefeitura de Aparecida, a 170 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba, quer aumentar a receita do município criando uma taxa de visitação a ser cobrada das empresas de ônibus de turismo. O projeto ainda não chegou oficialmente à Câmara de Veradores. O autor da idéia é o prefeito José Luiz Rodrigues (PFL). Segundo ele, é uma forma de melhorar o atendimento ao romeiro. ‘‘Dar segurança e bom atendimento a quase sete milhões de turistas que visitam a cidade por ano, com um orçamento de R$ 20 milhões é quase impossível’’. Ele afirma que o turista cobra limpeza e segurança e acha que não terá problema em aprovar o projeto na Câmara.
Apesar da afirmação do prefeito, o projeto é alvo de críticas dos comeciantes, dos romeiros e da própria Câmara. Segundo um dos diretores da Câmara, José Geraldo de Souza, o prefeito esteve reunido com os vereadores para falar sobre o assunto, mas o projeto não deve ser aprovado. ‘‘O prefeito tem a maioria na Câmara, mas não para este projeto.’’ O diretor informa que o assunto deve ser apresentado aos vereadores na próxima segunda-feira.
Os comerciantes também são contra. ‘‘Aparecida é uma cidade pobre, que depende do romeiro. Sem o turista, a gente não vai sobreviver’’, afirmou a comerciante Leila de Almeida. Para o romeiro José Henrique da Costa, de São José dos Campos, ‘‘a cobrança vai afastar os turistas’’, já que outros serviços são cobrados. ‘‘Não basta a gente tem que pagar o estacionamento?’’.
A direção do Santuário Nacional de Aparecida também discorda da cobrança e acredita que isso poderia prejudicar o turismo religioso no município.
Na prefeitura, o diretor do Departamento Jurídico, Adilson Mamede, informou que os advogados ainda estudam uma forma legal para a cobrança, sem esbarrar no direito de ir e vir de cada cidadão, garantido pela Constituição Federal. ‘‘A tarifa seria cobrada dos ônibus, mas não sabemos se as empresas repassariam este valor aos turistas’’. Se o valor for repassado, cada romeiro deve pagar R$ 1 a mais na passagem.

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