Apaixonados por música
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sábado, 17 de abril de 2010
Paula Barbosa Ocanha<br> Reportagem Local 
Eduardo Assad Sahão começou a tocar violão aos sete anos de idade e não parou mais. ''Fiquei apaixonado! Sou um amante da música'' conta o jovem. Eduardo porém, está atualmente entre duas paixões. Cursa música na UEL e Jornalismo na Unopar. ''Comecei as duas faculdades porque hoje é tudo muito difícil. Ser músico é muitas vezes sacrificante, você ganha pouco... Então eu gostaria de seguir as duas carreiras. Se não for possível ser músico vou continuar tocando por prazer'' enfatiza.
Com apenas 18 anos e a responsabilidade de cursar duas faculdades, Eduardo explica porquê também optou pela música. ''Era uma escolha óbvia. Eu amo música, tenho uma banda (Naxx) e toco vários instrumentos. Acho que esse curso tem pouca desistência porque quem começa a graduação sabe o que está fazendo! Ninguém que não seja apaixonado por música escolhe essa faculdade'' explica.
Segundo o jovem a melhor opção para quem quer seguir carreira de músico é fazer a graduação. ''Se você gosta de música e toca só como hobby, uma boa escola, ou um conservatório, podem ser uma opção. Mas, se você quer trabalhar em estúdio, dar aula, ou trabalhar com música, cursar a faculdade é essencial''.
O curso ainda enfrenta muito preconceito. ''Muitos amigos me falam 'Você faz faculdade de música? Que legal! Deve tocar violão o dia inteiro'. O que a gente menos faz é tocar. É um curso acadêmico, técnico e muito abrangente. Tem a parte prática, mas é muito teórico'' afirma. ''E não só a faculdade. É muito comum, ao perguntarem minha profissão e eu responder 'músico', a pessoa estranhar: 'mas, eu perguntei no que você trabalha!' Como se músico não trabalhasse!'' brinca.
''Mas trabalha! E como trabalha!''. A afirmação é de Antonella Franco, pianista e professora de música. A jovem professora, de 28 anos, também graduada pela UEL, conta os sacrifícios que um profissional da música tem que fazer para aumentar o rendimento. ''O músico tem que amar o que faz, caso contrário acaba se frustrando. Muitas vezes vai ter que tocar por um cachê baixo, tem que tocar na noite, trabalhar em escolas que pagam pouco...'' lamenta.
Mas, como em toda profissão, existem os que se destacam e conseguem viver fazendo apenas o que gostam. Antonella Franco é uma dessas profissionais. A pianista, hoje integrante do grupo 'Mariage', que toca em casamentos e recepções, vive da música e não se arrepende da profissão que escolheu. ''Eu comecei tocar aos 6 anos de idade. Aos 17 fazia concertos de piano, sem ganhar nada por isso. É um conselho que eu dou. O professor que só fica na sala de aula não ganha nome. Não fica conhecido! O aluno tem que ver essas apresentações para poder se inspirar em alguém''.
A pianista, que já tocou em vários eventos da cidade - inclusive na abertura do show do Bira, quando ele esteve em Londrina - conta que a melhor divulgação para um professor de música são os próprios alunos. ''A melhor maneira de ganhar alunos é dar uma atenção especial, livros exclusivos, escolher um repertório que combine com o aluno. O professor que usa métodos antigos, e só quer que o aluno toque o que o ele gosta, acaba desmotivando os futuros instrumentistas''.
E conclui, ''Muitas pessoas chegam pra mim e falam que o grande sonho delas é tocar piano, mas não têm tempo para estudar. Antigamente isso seria impossível, mas hoje eu trabalho com um método que mesmo a pessoa estudando pouco ela consegue tocar para satisfazer sua vontade. Isso é importante. O professor tem que saber o que faz, tem que motivar o aluno e tem que buscar a excelência''.


