São Paulo - Elas não têm medo de se sujar de lama nem de enfrentar atoleiros. No Raid do Batom, realizado anualmente em março, não existe sexo frágil: o objetivo é cair na trilha e mostrar destreza nos obstáculos e na navegação. ''A prova nasceu porque as mulheres e filhas dos jipeiros queriam participar das corridas'', explica Gerson Rodrigues, um dos organizadores.
As participantes competem em duas categorias: feminina, na qual só mulheres entram nos carros, e mista, em que eles só não podem dirigir. Além disso, há uma bem-humorada premiação: ganha quem enfeitar seu carro com criatividade dentro do tema feminino, é claro.
Segundo Rodrigues, a participação das mulheres no esporte tem aumentado nos últimos anos. ''Em nossas reuniões semanais elas já são 40% dos participantes'', afirma. Por esse motivo, ele se viu obrigado a criar produtos exclusivos para as mulheres em sua grife Jeep Clube do Brasil. ''Hoje, 30% dos artigos são exclusivamente femininos'', diz.
Uma das pilotos mais experientes do raid é Cristiane Marcondes. Apesar de ter apenas 29 anos, já é uma veterana. ''Comecei aos 12, como navegadora do meu pai'', conta. No Raid do Batom, ela estreou dirigindo em 1992, e conquistou a primeira colocação. ''Atualmente, participo mais pela brincadeira'', conta. (A.M.)

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