Aos 42 anos, Malu Mader decidiu dar um novo rumo à sua carreira. Já consagrada como atriz, ela mudou de lado no set para dirigir o documentário ''Contratempo'', que marca sua estréia à frente de longas e está previsto para chegar aos cinemas em fevereiro do ano que vem. Co-dirigido por Mini Kerti, longa mostra o cotidiano de jovens carentes do Rio que fazem aulas de música no projeto Villa-Lobinhos. Para Malu, seu filme, com temas sociais e a presença marcante do morro, dialoga com obras como ''Tropa de Elite'' e ''Falcão - Meninos do Tráfico''.
Empolgada com a experiência, a mulher do titã Tony Belloto diz que pretende se dedicar mais ao cinema, seja atuando, seja atrás das câmeras. Ela - que dirigiu neste ano o curta ''Procurando Apartamento'' -, já prepara novos projetos. ''Tenho urgência de fazer muitas coisas'', afirma. A carioca tem pronto o argumento de um longa de ficção. ''Só conto depois que estiver registrado'', brinca. Além disso, a atriz idealizou uma minissérie. ''Na verdade, pode ser um filme ou uma minissérie dividida em oito capítulos'', conta. ''Tratará de amizade, família e amor'', comenta Malu, que gostaria de reunir sua turma, formada por atores como Betty Goffman, Cláudia Abreu, Otávio Muller e Isabela Garcia, no trabalho.
Em seus planos, pelo menos por enquanto, só não está fazer novelas. ''Não tenho nenhum preconceito em relação à TV. Sempre que fiz, foi de um jeito muito apaixonado'', conta Malu, que está afastada da tela desde 2007, quando protagonizou ''Eterna Magia'', na Globo.
''Apesar de ter feito muitas novelas, gosto mais de minisséries. São obras que têm começo, meio e fim. O tempo de duração de um folhetim é muito grande. Já estou velha. Preciso ter espaço para me dedicar a outras coisas, como filhos e vida pessoal'', pondera a atriz.

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