Ao som das marchinhas
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2001
Katia Michelle De Curitiba 
Depois de embarcar no resgate do velho e bom samba, a banda curitibana Maxixe Machine investe em outro grande filão: as marchinhas de carnaval. Bem longe da influência pseudo-axé-pagode, o grupo foi buscar nos compositores consagrados como Chiquinha Gonzaga e Lamartine Babo o repertório para o novo CD. Folias de Momo foi gravado ao vivo, em outubro, na Sociedade União Juventus. Produzido pela Calvin Entretenimento, o disco deve ser lançado no início de fevereiro, acompanhado de clipe gravado durante o show.
O CD tem onze faixas e 17 músicas. Algumas são pot-pourri, explica Luís Ferreira (voz e cavaquinho). Sem temer a possível falta de ouvintes paranaenses para o tipo de repertório escolhido, Ferreira é categórico ao afirmar que Curitiba já perdeu o estereótipo de ter assassinado o carnaval. Já fizemos shows com essas músicas antes e é sempre bem recebido, salienta.
Três músicas são de autoria do grupo, mas conservam o espírito carnavalesco das antigas composições escolhidas. Exceto, comenta Ferreira, Vai pro Pau, uma polca com apelo ecológico de Tadeu Wojcciechowski e Walmor Goés. O refrão (O Veu da Noiva e o Marumbi, a Araucária e o Barigui, o Anhangava e Superagui vão pro pau vão pro pau vão pro pau) pretende denunciar o abandono dos cartões postais do Paraná.
As outras músicas não negam a que o disco veio. Alô Alô, de André Filho é a primeira faixa, seguida do Hino dos Campeões, de Lamartine Babo, Aurora (Alberto Roberto e Mario Lago) e O teu cabelo não nega (Lamartine Babo). A faixa quatro, 350.250 Cigarros, é assinada por integrantes do grupo, mas tem um mix comAbre Alas, de Chiquinha Gonzaga. Turma do Funil (Milton de Oliveira e Hubert de Castro); Jardineira (Benedito Lacerda e Humberto Porto); Touradas de Madri (Alberto Ribeiro e João de Barros); Bernardo e eu (Marcos Prado); Alô Alô (Aroldo Lobo), Gosto que me enrosco (Sinhô); Cidade Maravilhosa (André Filho) e Taí (Jubert de Carvalho) complementam o repertório.
O grupo escolheu a música A saga do Carequinha para gravar o clipe, produzido em 16 mm pela Seven filmes. O clipe é dirigido por Lelo Penha e tem direção de fotografia de Marcelo Prosdócimo.
Maxixe Machine, que agrega integrantes da extinta Beijo AA Força, acumula seis anos estrada. O grupo é formado por Rodrigo Barros (vocal), Luís Ferreira (cavaquinho e voz), Terciano Albuquerque (teclado e voz), Ricardo ô Rosinha (teclado e voz) e Walmor Goés (violão solo e voz).


