Ao sabor das dunas, entre Pixaim e Pontal do Peba
Parar em Pixaim, uma comunidade que mora nas dunas e se muda conforme o movimento das areias, é indispensável. A distância do rio inviabiliza a utilização de sua água e as famílias abrem cacimbas (buracos na areia) até descobrir outros veios. Limpa e fresca, esta água é usada para todos os fins.
Como o vento sopra constantemente, as cacimbas precisam ser renovadas constantemente para não fechar. O mesmo vento muda as dunas de lugar; cobre casas e árvores, obrigando as famílias a se mudarem também. Vivendo perto do mar, estas famílias vivem principalmente da pesca, criam gado e cabras e usufruem dos cajueiros e dos coqueiros e seus frutos, plantas que crescem em abundância na região.
Uma boa dica é dar uma paradinha para tomar uma água de coco, experimentar o doce de caju e o camarão seco no coco de Dona Marlene. São iguarias que não se encontram em outro lugar e dão a energia necessária para quem pretende completar o passeio até o Delta a pé, através das dunas.
Cerca de seis quilômetros através de dunas douradas e lagoas sazonais separam Pixaim da comunidade do Pontal do Peba, município a beira mar e da pesca do camarão. Ali, onde deságua o São Francisco, está o maior banco de camarões do Nordeste. Ideal para quem gosta de ecoturismo, este passeio é maravilhoso. Quem não estiver em boa forma física vai sofrer um pouco, mas a travessia vale a pena. (C.B.)





