Ao mestre com carinho,
Ao entrar este ano pelas portas da escola, a Folha Cidadania vai surpreender. Mais pela nova cara (um novo designer gráfico), do que pelo conceito, que continua firme e forte no propósito de promover o hábito da leitura e favorecer o raciocínio crítico dos estudantes - jovens ou crianças - que se interessam e se esforçam nas atividades da escola.
Mudar sempre traz benefícios. A acomodação com as fórmulas já testadas e utilizadas anteriormente tende a ser a prática mais comum nas escolas. Não só nas escolas. Também na vida. Mas tudo na vida depende muito do nosso envolvimento e comprometimento.
Sabemos que crianças e jovens são o futuro do mundo. Mesmo que este mundo hoje pareça tão feio, com a violência tão banalizada, estampada em fotos de jornais e revistas e imagens gravadas de TV. Nunca a desagregação familiar foi tão exposta e intensa; nunca o desânimo nos tomou tão fortemente, e nunca a falta de ética e impunidade estiveram tão abertas e presentes no
nosso dia-a-dia.
Nosso papel, diante das atuais contradições do ser humano moderno, é lutar para que a formação de adultos capazes e independentes seja possível. Por sua vez, eles se tornarão cidadãos incluídos, respeitados e produtivos.
Estou entrando repentinamente em suas vidas. Mas nada é por acaso. E, ao
escrever este texto - ao que intitulo pequeno diário de classe -, atendo com respeito e importância ao pedido da Luciana (Fontes/coordenadora geral do Programa Folha Cidadania) por sua responsável dedicação ao projeto. E compartilho, a partir de hoje, responsabilidade, na medida em que a editoria assume seu papel intransferível.
E como diria o poeta português Fernando Pessoa, que nos ensina a encarar os desafios com o espírito elevado: ''Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena!''
Giovana Kindlein
Editora da Folha Cidadania





