Anunciando
a barbárie
A romancista e crítica
literária francesa
Viviane Forrester,
autora do livro
‘‘O Horror Econômico’’,
é entrevistada hoje
na Globo News
ReproduçãoViviane ForresterNelson Sato
Ela veio para estragar a festa dos neoliberais. Ao lançar o livro ‘‘Horror Econômico’’, no ano passado, a romancista e crítica literária Viviane Forrester jogou dejetos no ventilador, apagou as luzes e saiu para comemorar a volta dos socialistas franceses ao poder.
Forrester é a entrevistada de hoje no programa ‘‘No País da Copa: França 98’’, série da Globo News que na última edição exibiu um papo com Daniel Cohn-Bendit. Viviane conversa com a repórter Christiane Pelajo no Museu D’Orsay, em Paris, e explica as razões que a levaram a escrever seu polêmico livro. Diz que está trabalhando em cima de um novo texto, complementar ao anterior.
ReproduçãoLivro virou
best seller
na França‘‘O Horror Econômico’’ foi best seller em seu país. Saiu no Brasil pela editora da Unesp. O livro é um panfleto devastador que, segundo os exagerados, chegou até a influenciar a vitória de Jospin nas últimas eleições francesas. Com 150 páginas, o volume ataca as transformações atuais da economia mundial sustentando que, com elas, os homens e o trabalho passarão a ser supérfluos.
Sua hipótese é de que a economia virtual (as aplicações, os papéis, um mundo globalizado que ignora o trabalhador) substituirá o trabalho como fonte de lucros. Neste caso, a globalização e a informatização das empresas seriam apenas ‘‘braços operacionais’’ do neoliberalismo voltados para reduzir ao mínimo a presença de mão-de-obra na produção.
Com esse diagnóstico sombrio, Forrester transformou-se numa incômoda ‘‘pedra no sapato’’ de governantes, economistas, empresários e consultores convertidos ao suposto mundo novo anunciado pela globalização. A entrevista vai ao ar às 23 horas.

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