ReproduçãoGilberto Salvador: ‘‘o artista deve impor seu estilo e não dar prioridade à tecnologia’’Aos sete anos de idade, o arquiteto Gilberto Salvador já dava suas pinceladas. Aos 11, estreava em uma coletiva de uma biblioteca na capital paulista. O artista já expôs no Museu de Arte de São Paulo, na 14ª Bienal Internacional de São Paulo e na 2ª Bienal Internacional de Havana. Para o Museu de Arte de Londrina, Salvador doou o óleo sobre tela ‘‘Vôo Laranja’’.
‘‘O Museu de Arte é muito importante para a cidade, é o início de um acervo e de um trabalho que precisa de continuidade, e a população deve se preocupar com isso’’, comenta.
Salvador destaca a importância da pesquisa para o artista, e ressalta o cuidado de se impor sobre o material utilizado: ‘‘Não basta apenas pintar, desenhar ou esculpir. O artista tem que estar em contato com a tecnologia e pesquisar materiais para desenvolver seu trabalho. Estou realizando uma série de aquarelas sobre papel com técnica desenvolvida na Antiguidade. Para isso tive que obter dados sobre a resistência, o processo de fabricação e a melhor forma de trabalhar esse papel’’.
Ao mesmo tempo, Salvador está realizando uma série de grandes esculturas para a cidade de São Paulo que exigem tecnologia de ponta. ‘‘Essas obras utilizam materiais que ainda são raros no Brasil. Além disso, trabalho com cinco escritórios que estão fazendo os cálculos para a realização, que é também um trabalho de engenharia. O artista deve impor seu estilo ao material e não dar prioridade à tecnologia em detrimento do trabalho, como acontece com muita gente’’.

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