O voo 42 da El Al ainda deslizava pela pista do Aeroporto Internacional de São Paulo quando a aeromoça anunciou: "Viaja conosco Roberto Carlos, o Rei da Música Latina". Na primeira classe, vestindo colete e calça jeans, camisa azul, boné e óculos escuros, Roberto se acomodava ao lado de Dody Sirena, seu empresário, e esperava seu prato de salmão com arroz, iniciando uma viagem que o levaria à famosa Terra Santa.

O show de Roberto no anfiteatro Sultan's Pool será num palco de 400 metros quadrados, maior que o do show de fim de ano em Copacabana, com 60 mil watts de som. O cenário mostra os pontos principais de Jerusalém, e deverá ser assistido por 6,5 mil pessoas. Roberto filmará externas para o show da Rede Globo pelas ruas de Jerusalém, a exemplo do que já fizera em sua única vinda à cidade, nos anos 1970, para filmar "Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa". O Especial da Globo será transmitido para 115 países pela Globo Internacional.

No restaurante do hotel King David Citadel, onde Roberto se hospedou, o pianista com quipá tocava sorridente "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, esperando que o hóspede mais célebre descesse para ouvi-lo. Mas Roberto estava surdo naquele momento. "Cheguei e fui dormir. Tava cansado, esse fuso horário...", disse o cantor. "Mas acordei cedo para o encontro com o presidente Shimon Peres".

Roberto foi recebido pelo presidente de honra de Israel, o Prêmio Nobel da Paz Peres, de 88 anos, em sua residência no bairro de Talbia. Durante 30 minutos, trocaram cumprimentos mútuos. "Sua voz chegou a Jerusalém antes de seu corpo", disse Peres ao Rei.

Roberto (confessadamente com a ajuda de assessores) decorou algumas palavras em hebraico para dizer ao líder. "Shalom aleinu veal koi haglam" (Paz para nós e para todo mundo). E cantou, a capela, "Emoções" para os presentes, uma canja das mais privilegiadas. Agora, ouvir mais, só na terça-feira.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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