Carlos Eduardo Lourenço Jorge

O Chefe da Divisão de Cinema e Vídeo da Casa de Cultura da UEL e crítico de cinema que assina a coluna semanal O Cinéfilo Fiel, publicada pela FOLHA às quintas-feiras, sugere os seguintes filmes para começar bem o ano.

'Peixe Grande:' filme de  sensível e inquieta magia dirigido por Tim Burton
'Peixe Grande:' filme de sensível e inquieta magia dirigido por Tim Burton | Foto: Reprodução

Cinema Paradiso (1988), de Giuseppe Tornatore

Um cult imperecível, enorme homenagem ao cinema (e como ele foi – ainda é? – importante na vida das pessoas); um tratado sobre relacionamentos , sobre vínculos, sobre o conflito de gerações, sobre a boa volta às origens.

Peixe Grande (2003), de Tim Burton

Um olhar agridoce na relação pai-filho, filme de descobertas, criado e conduzido com sensibilidade pela estranha e inquieta magia do melhor Burton.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), de Jean-Pierre Jeunet

A história de uma personagem singular, alguém que capta as sutilezas do dia a dia, sutilezas que tornam possível descobrir pistas para os melhores propósitos de nossa existência.

Simplesmente Amor (2003), de Richard Curtis

Comedia romântica tão engraçada quanto emocionante; é praticamente impossível não se deixar levar por um coral de personagens bem construídos gravitando em várias histórias paralelas.

Os Intocáveis (2011), de Eric Toledano e Olivier Nakach

A amizade improvável entre o tetraplégico rico e o cuidador negro, pobre, problemático e despreparado, numa história engraçada e comovente, sem traços de pieguice.

Rodrigo Grota

Cineasta nascido em Marília (SP) e radicado em Londrina, já dirigiu 18 filmes e uma série de TV, conquistando mais de 70 prêmios entre festivais nacionais e internacionais

A Princesa e o Plebeu (1953), de William Wyler

O primeiro grande papel de Audrey Hepburn no cinema é o da princesa Ann: ela quer conhecer Roma por conta própria em um dia de folga. Ann é seguida pelo jornalista vivido por Gregory Peck. E claro: os dois se apaixonam. O filme tem diálogos saborosos e um visual mágico.

Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos Oliveira

Esse é certamente o filme brasileiro mais contagiante da história, em termos de celebração da vida e das relações afetivas. Domingos Oliveira narra as aventuras e desventuras do personagem vivido por Paulo José, um romântico inveterado. O filme se apoia no carisma e na vitalidade da atriz Leila Diniz, que constrói uma personagem livre, autônoma e sedutora.

De Olhos Bem Fechados (1999), de Stanley Kubrick

O último filme de Kubrick se passa entre as festas de Natal e de Ano Novo. Inspirado no romance Traumnovelle (1926), de Arthur Schnitzler, acompanha as reações e desejos de Tom Cruise diante da revelação das fantasias sexuais de sua esposa, Nicole Kidman. O filme celebra uma relação mais franca e direta com as nossas inquietações sexuais.

Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola

Quando esse filme estreou no início dos anos 2000, ele se tornou um clássico instantâneo. A trama se passa em Tóquio a partir do improvável encontro entre uma jovem em formação e um ator veterano em crise. O olhar delicado e sensível de Sofia nos convida para uma transformação interior.

Um Dia de Chuva em Nova York (2019), de Woody Allen

O mais recente filme de Woody Allen é uma obra despretensiosa e nostálgica, trazendo como palco a cidade que ele tanto ama. Com um tom de fábula, a trama se desenvolve em apenas um dia, acompanhando as reviravoltas do casal vivido por Timothée Chalamet e Ellen Fanning.

'Um Dia de Chuva e Nova York:" filme em tom de fábula traz a cidade que Woody Allen tanto ama
'Um Dia de Chuva e Nova York:" filme em tom de fábula traz a cidade que Woody Allen tanto ama | Foto: Reprodução

Assista ao trailler de 'Peixe Grande'

Confira o trailler de Um Dia de Chuva em Nova York

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