Ano Novo de bem com o cinema
A pedido da FOLHA, o crítico de cinema Carlos Eduardo Lourenço e o cineasta Rodrigo Grota selecionaram filmes atemporais que trazem mensagens otimistas para o réveillon
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
A pedido da FOLHA, o crítico de cinema Carlos Eduardo Lourenço e o cineasta Rodrigo Grota selecionaram filmes atemporais que trazem mensagens otimistas para o réveillon
Marcos Roman - Grupo Folha 
Carlos Eduardo Lourenço Jorge
O Chefe da Divisão de Cinema e Vídeo da Casa de Cultura da UEL e crítico de cinema que assina a coluna semanal O Cinéfilo Fiel, publicada pela FOLHA às quintas-feiras, sugere os seguintes filmes para começar bem o ano.

Cinema Paradiso (1988), de Giuseppe Tornatore
Um cult imperecível, enorme homenagem ao cinema (e como ele foi – ainda é? – importante na vida das pessoas); um tratado sobre relacionamentos , sobre vínculos, sobre o conflito de gerações, sobre a boa volta às origens.
Peixe Grande (2003), de Tim Burton
Um olhar agridoce na relação pai-filho, filme de descobertas, criado e conduzido com sensibilidade pela estranha e inquieta magia do melhor Burton.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), de Jean-Pierre Jeunet
A história de uma personagem singular, alguém que capta as sutilezas do dia a dia, sutilezas que tornam possível descobrir pistas para os melhores propósitos de nossa existência.
Simplesmente Amor (2003), de Richard Curtis
Comedia romântica tão engraçada quanto emocionante; é praticamente impossível não se deixar levar por um coral de personagens bem construídos gravitando em várias histórias paralelas.
Os Intocáveis (2011), de Eric Toledano e Olivier Nakach
A amizade improvável entre o tetraplégico rico e o cuidador negro, pobre, problemático e despreparado, numa história engraçada e comovente, sem traços de pieguice.
Rodrigo Grota
Cineasta nascido em Marília (SP) e radicado em Londrina, já dirigiu 18 filmes e uma série de TV, conquistando mais de 70 prêmios entre festivais nacionais e internacionais
A Princesa e o Plebeu (1953), de William Wyler
O primeiro grande papel de Audrey Hepburn no cinema é o da princesa Ann: ela quer conhecer Roma por conta própria em um dia de folga. Ann é seguida pelo jornalista vivido por Gregory Peck. E claro: os dois se apaixonam. O filme tem diálogos saborosos e um visual mágico.
Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos Oliveira
Esse é certamente o filme brasileiro mais contagiante da história, em termos de celebração da vida e das relações afetivas. Domingos Oliveira narra as aventuras e desventuras do personagem vivido por Paulo José, um romântico inveterado. O filme se apoia no carisma e na vitalidade da atriz Leila Diniz, que constrói uma personagem livre, autônoma e sedutora.
De Olhos Bem Fechados (1999), de Stanley Kubrick
O último filme de Kubrick se passa entre as festas de Natal e de Ano Novo. Inspirado no romance Traumnovelle (1926), de Arthur Schnitzler, acompanha as reações e desejos de Tom Cruise diante da revelação das fantasias sexuais de sua esposa, Nicole Kidman. O filme celebra uma relação mais franca e direta com as nossas inquietações sexuais.
Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola
Quando esse filme estreou no início dos anos 2000, ele se tornou um clássico instantâneo. A trama se passa em Tóquio a partir do improvável encontro entre uma jovem em formação e um ator veterano em crise. O olhar delicado e sensível de Sofia nos convida para uma transformação interior.
Um Dia de Chuva em Nova York (2019), de Woody Allen
O mais recente filme de Woody Allen é uma obra despretensiosa e nostálgica, trazendo como palco a cidade que ele tanto ama. Com um tom de fábula, a trama se desenvolve em apenas um dia, acompanhando as reviravoltas do casal vivido por Timothée Chalamet e Ellen Fanning.

Assista ao trailler de 'Peixe Grande'
Confira o trailler de Um Dia de Chuva em Nova York


