'Anjos e Demônios' nas telonas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Ana Carolina Rodrigues<br> Folhapress 
Três anos depois de o lançamento de ''O Código Da Vinci'' sacudir as bilheterias e a Igreja Católica - o filme insinuava que Maria Madalena e Jesus Cristo tiveram filhos -, o diretor Ron Howard e o ator Tom Hanks voltam a se encontrar em ''Anjos e Demônios'', que estreia hoje (confira programação na página 2).
Assim como aconteceu em ''O Código Da Vinci'', um best-seller (homônimo) do escritor americano Dan Brown serviu de base para a nova aventura do professor Robert Langdon (Hanks). Só que, desta vez, a tela grande não será uma reprodução fiel do que está no livro. Sem medo de mexer no texto de Brown, Howard transformou o segundo filme da franquia em um suspense com muito mais ritmo. O resultado foi um longa sem grandes pausas desnecessárias e pontuado por cenas impactantes. Quem espera por um romance pode esquecer: não foi desta vez que Langdon se rendeu ao charme de sua parceira, que agora é vivida por Ayelet Zurer.
Logo no começo da história, o espectador é transportado para o Vaticano, que passa por um momento delicado. Após a morte do papa, os cardeais estão reunidos para que seja feita a escolha do sucessor do líder máximo da Igreja Católica. O problema é que quatro religiosos são sequestrados. A Igreja recebe ameaças e, sem ter para quem apelar, chama Langdon para que ele tente decifrar quem é o responsável pelo crime. Não demora muito para que o esperto professor descubra que quem está por trás do sequestro é uma sociedade secreta de cientistas chamada Illuminati, que no passado foi massacrada pela Igreja.
Langdon deduz que o que eles querem agora é vingança. Para piorar a situação, os Illuminati têm uma bomba - criada em laboratório - capaz de levar para os ares o Vaticano em poucos segundos. Decifrando códigos espalhados por uma série de igrejas, já que tudo, absolutamente tudo, serve de ponto de partida para decifrar um mistério, Langdon se une à doutora Vittoria Vetra (Ayelet Zurer), uma cientista. Juntos, eles saem à caça de todas as pistas possíveis para solucionar o caso e evitar que os cardeais sequestrados sejam mortos.
No meio dessa história estão ainda o cardeal Patrick McKenna (Ewan McGregor), responsável pelo Vaticano enquanto o novo papa não é escolhido, e a suspeitíssima guarda suíça, que responde pela segurança dos religiosos.
Apesar de a grande discussão do filme ser o embate entre a ciência e a religião, no decorrer da fita a questão perde um pouco a força, ficando meio esquecida no meio de tanta correria entre a solução de um mistério e outro. O mote se perde quase que completamente em uma reviravolta que sacode os minutos finais do filme e deixa muita gente de boca aberta.


