Angry Birds, do celular para o cinema
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
Chico Felitti<br>Folhapress 
São Paulo - Passarinho, que som é esse? É o som de uma franquia arrancada a fórceps de um jogo de celular transformado em filme, se estivermos falando de "Angry Birds: O Filme", que estreia nesta quinta em mais de mil salas do País.
Um dos aplicativos pagos mais bem-sucedidos da história, "Angry Birds" chegou a valer US$ 6 bilhões com uma lógica simples: o jogador tinha de catapultar pássaros para cima de porquinhos verdes e malignos. Virou parque de diversões antes de virar filme.
O intervalo de sete anos entre o jogo e o do filme foi tão longo porque o projeto foi apreciado como deveria, disse a empresa - ocultando o sucesso de outro filme nascido dos brinquedos, "Lego", de 2014.
A espera valeu, pelos olhos. Esteticamente o filme é primoroso. Os cenários são vivazes e complexos e os personagens têm um acabamento superior ao de concorrentes como Pixar - obra de Clay Katis e Fergal Reilly, que animaram para Disney e Warner antes de ir ciscar no novo projeto.
O uso de 3D quase parece ser para outro intuito que não dobrar o valor do ingresso, em sequências como a em que os personagens fazem nado sincronizado. Mas era de se esperar beleza na computação gráfica de uma firma que nasceu fazendo computação gráfica.
O perigo morava em como criar uma história para um jogo nonsense sem narrativa. Mas o roteiro de Jon Vitti ("Simpsons") consegue fazer uma corda bem trançada a partir do fiapo de história que era o joguinho para telefones.
Em vez de encaixar a história na lógica simples (e viciante) da brincadeira, a produção optou por dar mais espaço para o mundo dos pássaros e suas personalidades.


